A HUMANIDADE NÃO PODE SE ACOSTUMAR À BARBÁRIE

A HUMANIDADE NÃO PODE SE ACOSTUMAR À BARBÁRIE
Crédito da foto: Henrique Falci

Enquanto no mundo as guerras se espalham e o desvario coletivo mancha de sangue ruas, povos e nações — muitas vezes em nome de Deus e na ânsia insaciável pelo poder a qualquer preço — aqui no Brasil assistimos, diariamente, a outra guerra.Uma guerra silenciosa.Uma guerra travada dentro de casas, dentro de relacionamentos, nas ruas, nos trens, dentro de uma cultura que ainda insiste em ferir, silenciar e matar mulheres.A escalada da violência parece não ter fim. Todos os dias acordamos com novas notícias de destruição...Casos de feminicídio, histórias de abuso, vidas interrompidas.E seguimos… Lendo, comentando, vivendo,Como se fosse normal...Mas não é.A humanidade está doente. Perdeu o freio da moralidade,  a referência do caráter, o respeito mais básico pela vida. Invertemos, de forma vergonhosa, nossas prioridades. Discutimos poder enquanto pessoas morrem. Erguemos discursos grandiosos enquanto mulheres continuam sendo agredidas, muitas vezes, dentro de suas próprias casas. Celebramos progresso enquanto a barbárie ainda encontra espaço entre nós. Mas existe uma pergunta que precisa ecoar mais alto do que todas as outras:Até quando vamos aceitar isso em silêncio? A indignação que não se transforma em atitude corre o risco de virar apenas ruído. E o mundo não muda com ruído. O mundo muda quando pessoas conscientes se levantam...Quando homens e mulheres decidem que a violência não será mais tolerada. Quando educamos nossos meninos  para o respeito.Quando denunciamos o abuso. Quando protegemos quem precisa. Quando nos recusamos a normalizar o absurdo. A humanidade pode estar doente, mas ainda não está perdida… Porque enquanto houver pessoas capazes de se indignar diante da injustiça, ainda existe esperança. E esperança não é passividade. Esperança é ação. É coragem. É responsabilidade coletiva. Talvez este seja exatamente o chamado do nosso tempo. Não apenas sentir. Mas agir. Não apenas lamentar.Mas transformar.Não apenas assistir.Mas se posicionar. Porque a história mostra uma verdade simples: O mal avança quando as pessoas de caráter permanecem em silêncio. Que este não seja o nosso tempo de silêncio.Que este seja o tempo em que a consciência humana finalmente desperte! E que cada um de nós possa decidir, a partir de agora, de que lado da história quer estar.

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Roberta de Moraes

Roberta de Moraes

Roberta de Moraes, 53 anos, é paulistana, mãe e radialista por formação. Modelo há mais de 30 anos, está à frente de campanhas publicitárias, de moda e beleza, pela força de sua representatividade. Foi produtora de tv nas emissoras Rede Manchete, Tv Omega ( Rede TV!) e Rede Gazeta de televisão. Comunicadora nata, atualmente, Roberta concilia os trabalhos como modelo e influenciadora, às criações de pautas, roteiros e produções dos episódios do podcast Mulher Maravilha e, aos textos, contos, poesias e crônicas de sua coluna semanal, a Afeto entre linhas, no portal do jornalista Luiz Andreoli.
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