Todos têm um lugar

Todos têm um lugar
Créditos: GEMINI

O Conflito dos Povos sob o Olhar das Constelações Sistêmicas 

A guerra não é apenas o fracasso da diplomacia, ela é o grito de um sistema que perdeu a memória de sua própria alma.

As constelações sistêmicas revelam que, por trás de todo conflito, há exclusões que clamam por inclusão, destinos interrompidos que exigem continuidade, dores antigas que desejam ser vistas.

Cada povo carrega em si não apenas sua história, mas também as histórias que foram negadas. Israel, Irã, Palestina, nomes que vibram não apenas como geografias, mas como arquétipos de dor, exílio, sobrevivência e resistência, dores que não sabemos o grau da intensidade.

A constelação revela que o que é esquecido por um sistema retorna por meio do sintoma: revolta, guerra, rancor. E quem representa a violência, muitas vezes, é apenas o mensageiro de uma exclusão muito antiga.

A lógica sistêmica desfaz a ilusão da separação: os que lutam estão unidos por um campo comum. Israelenses, iranianos, palestinos, todos filhos de destinos entrelaçados. A guerra não separa. Ela evidencia o laço.

O campo não julga, aqui não existe julgamento de valores, apenas a observação. Ele apenas mostra o que falta ser reconhecido: o pai que foi expulso, a mãe que morreu em silêncio, o ancestral que jamais foi honrado. O povo que não foi visto.

Quando a Ordem é Roubada, o Caos Busca Sentido.

Em todo sistema há uma ordem natural: os que vieram antes, têm prioridade; os que foram excluídos, querem voltar; os que foram feridos, desejam justiça. Mas quando a ordem é violada, pelo colonialismo, pelo extermínio, pela ocupação, o sistema se reorganiza violentamente, tentando restaurar o equilíbrio perdido.

Talvez Hellinger dissesse: “Enquanto houver um ausente não reconhecido, haverá guerra.”

A verdadeira reconciliação não se dá no campo das ideias, mas no campo da alma. É quando cada povo pode olhar para o outro e dizer: “Vejo você. Reconheço sua dor. Dou-lhe um lugar.”

É possível imaginar que os representantes sistêmicos desses povos — num exercício de constelação imaginária, se encontrem não como adversários, mas como filhos de uma dor ancestral que pede testemunho.

“A paz não é ausência de conflito. É presença de pertencimento.”

Enquanto isso, podemos orar pela paz no mundo.

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Luciana Boucault

Luciana Boucault

Formada em Administração, com MBA em Marketing pela ESPM SP e Especialista em Storytelling. Atuou nos últimos 25 anos em multinacionais farmacêuticas como PFIZER, ELI LILLY, e Lundbeck, sob sua responsabilidade a gestão de mercados de medicamentos de saúde mental: Esquizofrenia, Transtorno Bipolar, Depressão, Pânico e Ansiedade e fobias. Hoje, Palestrante, e Consteladora Sistêmica familiar e empresarial. Também está à frente da PRIMORIUM, empresa de criação de autoridade no digital. Coordenadora do Livro A Coragem de Viver Quem Você È - Coautora do Best Seller “Quem Manda na Minha Vida Sou Eu”- Ed. Literare Books. Cofundadora do movimento Humanidade Compartilhada.
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