ABRIL AZUL E O NOSSO DEVER DE RESPEITAR E INCLUIR TODAS AS PESSOAS COM AUTISMO

ABRIL AZUL E O NOSSO DEVER DE RESPEITAR E INCLUIR TODAS AS PESSOAS COM AUTISMO
Créditos: Canal Autismo

Foi muito bonito ver as inúmeras caminhadas para conscientização sobre o autismo no último final de semana por todo o Brasil. O “abril azul” é um mês que importante para essa visibilidade.

Esses movimentos têm sua beleza e sua força. Eles mostram que existem famílias, profissionais e apoiadores dispostos a ocupar espaços e exigir uma sociedade mais consciente e mais humana.

Todos os anos, o dia 2 de abril reacende debates, campanhas e manifestações sobre a conscientização do autismo. Isso é valioso e necessário. Dar visibilidade ao tema ajuda a romper o silêncio, enfrentar desinformações e lembrar à sociedade que as Pessoas com TEA existem, têm voz, têm necessidades específicas e, acima de tudo, têm direitos.

Mas é preciso ir além do simbolismo. A verdadeira conscientização não se esgota em uma data, em uma camiseta temática ou em uma foto nas redes sociais.

Ela precisa aparecer na escola que acolhe e adapta. No atendimento de saúde que respeita. No plano de saúde que não impõe barreiras indevidas. No poder público que cria políticas eficazes. E nas pequenas atitudes do cotidiano, quando a sociedade escolhe compreender em vez de julgar.

O mês de abril tem, sim, um papel importante. Ele chama atenção para uma causa que ainda precisa ser muito defendida.

Mas as Pessoas com TEA não precisam apenas ser lembradas em abril. Precisam ser respeitadas em janeiro, fevereiro, março e em todos os demais meses do ano.

Precisam de inclusão verdadeira, acessibilidade, suporte adequado, informação correta e dignidade em cada espaço que frequentam.

Que este mês sirva não apenas para campanhas, mas para despertar consciência e ação.

Os direitos das Pessoas com TEA devem ser respeitados todos os dias.

Você está chegando agora nesse tema, saiba: aqui é um espaço para você se sentir acolhida. Se quiser, me escreva, conte suas dúvidas ou relate alguma situação que esteja vivendo com uma pessoa com TEA adulta ou idosa – ou com você mesma.

Um beijo e até a próxima quarta-feira,
Juçara Baleki

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Juçara Baleki

Juçara Baleki

Advogada especializada em Direito à Saúde e Direitos das Pessoas com Autismo, palestrante, docente e mãe de um adolescente com Transtorno do Espectro do Autismo.
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