Check-in da Lau: voltei de Paris e Londres sem nenhuma parcela no cartão de crédito
Voltar de uma viagem internacional sem parcelas no cartão de crédito é um luxo que eu valorizo cada vez mais. E não estou falando de viajar em primeira classe ou me hospedar nos hotéis mais caros. Estou falando de voltar para casa, depois de 12 dias fora, com as contas da viagem pagas e sem uma fatura esperando por mim.
Desta vez, fui para Paris e Londres com a minha filha. Não era nossa primeira vez nessas cidades, mas a proposta foi diferente. Queríamos férias, não uma maratona turística. Sem roteiro engessado, sem obrigação de conhecer tudo e com liberdade para mudar de ideia pelo caminho.
Eu organizei e banquei a viagem. E, como sei que os custos são uma das primeiras curiosidades de quem sonha em conhecer a Europa, resolvi compartilhar alguns valores.
Começando pelas passagens aéreas, paguei cerca de R$ 11 mil pelas duas, ida e volta, no trajeto São Paulo–Bogotá–Paris, com retorno pelo mesmo caminho. A viagem foi feita pela Avianca, sem opção de malas despachadas e sem reserva de assentos. Em compensação, tivemos refeições oferecidas pela companhia aérea durante os voos.
Para ir de Paris a Londres, escolhemos o Eurostar, o trem que atravessa o Canal da Mancha. Não é a opção mais em conta, os voos internos entre Europa e o Reino Unido, ainda é a melhor opção. Mas esse foi um dos itens que não consegui comparar com antecedência, só uma semana antes do embarque. Pagamos em torno de 170 Libras, nas duas passagens, ida e volta.

Nas hospedagens, fizemos uma combinação que acabou funcionando bem. Pela primeira vez, fiquei em um Airbnb fora do Brasil. Sempre preferi hotéis, mas quis experimentar outra forma de viver a cidade. Em Paris, ficamos em uma acomodação compartilhada com a anfitriã, uma experiência sobre a qual ainda vou contar por aqui.
Foram quatro noites no Airbnb em Paris, com diária equivalente a cerca de € 112. Em Londres, ficamos outras quatro noites em um Airbnb, com diária de aproximadamente £ 119. Depois, acrescentamos uma noite em Londres e duas em Paris, porque encontramos hotéis com preços mais interessantes para reservas de última hora e estadias curtas.
No Lords Hotel, em Londres, a diária ficou em torno de £ 84, com café da manhã. Já no ibis budget Paris Porte de Montmartre, pagamos o equivalente a cerca de € 98 por noite, além de uma taxa de € 11,72 cobrada no check-in. Para quem costuma escolher hotel, foi interessante perceber como os preços podem mudar dependendo da duração da estadia e da antecedência da reserva.
Vale lembrar que esta foi uma viagem de férias, não uma viagem turística no sentido tradicional. Como já conhecíamos os principais pontos de Paris e Londres, não incluímos gastos com ingressos para atrações e passeios pagos. Se for sua primeira vez nas cidades, vale pesquisar esses custos com antecedência. E aqui entra aquela máxima que costuma fazer diferença no orçamento: quanto antes comprar, maiores as chances de encontrar preços melhores.
Nós tentamos comprar ingressos para um show em Londres, mas deixamos para os últimos dias e, claro, o valor já não cabia no nosso orçamento. Ficou para uma próxima oportunidade. Isso não impediu que fizéssemos uma viagem incrível. Paris e Londres têm muitas opções gratuitas, como museus com entrada livre em determinadas condições, parques e espaços públicos que rendem passeios deliciosos.
Os parques, aliás, foram ótimos aliados para uma pausa estratégica entre um percurso e outro. Dá para levar alguma coisa para comer, fazer um piquenique, sentar-se na grama e recuperar as energias antes de continuar caminhando. Nem todo momento especial precisa de ingresso ou reserva.
Outra coisa que vale observar em Paris é o custo das refeições. Em restaurantes e cafés, o serviço costuma estar incluído nos preços, E, em alguns estabelecimentos, pedir para levar pode sair mais barato do que consumir no local. Na maioria dos lugares, nem precisa perguntar, os valores já indicam cada tipo.
Os deslocamentos também entraram na conta. Em Paris, o ônibus entre o aeroporto Charles de Gaulle e o centro custou € 14 por pessoa. Na volta, estávamos cansadas e resolvemos pedir um carro pelo aplicativo Bolt, que saiu por € 29. Para entrar no Reino Unido, também foi necessário solicitar a autorização eletrônica de viagem, o ETA, que custou £ 20 por pessoa. Tudo feito pela internet.
Outra escolha foi não levar dinheiro em espécie. Minha filha já tinha passado uma temporada em Londres e me contou que muitos estabelecimentos praticamente não usam dinheiro vivo. Então, deixamos o dinheiro na conta global Wise. Todas as manhãs, eu transferia o valor que havia reservado para aquele dia, em torno de € 100, para administrar melhor os gastos. Levei um cartão de crédito com limite baixo para emergências, mas não precisei usá-lo.
O seguro-viagem também fez parte do planejamento. O valor
varia de acordo com o destino, a duração da viagem e as coberturas necessárias,
incluindo atividades de maior risco, como alguns esportes radicais. Tenho uma
parceria com a Real Seguro Viagem e, com o código LAU, consigo oferecer 10% de
desconto para quem contratar pelo meu link.
https://www.seguroviagem.srv.br/?ag=EI9DC4kuCE&utm_source=ig&utm_medium=social&utm_content=link_in_bio&fbclid=PAZXh0bgNhZW0CMTEAcGRvZgJzcnRjBmFwcF9pZA85MzY2MTk3NDMzOTI0NTkAAacgweee5tajrJQIyj_K2J8--JDkcw3hwNeJuLNz9p7kvvx2ohkBJXJTmeg4XA_aem_Y3qev-BkpUJ-JuFAyoWjtQ&utm_id=97760_v0_s00_e0_tv3
Mas o ponto que mais me deixa satisfeita nessa história não é uma diária mais barata ou uma escolha de transporte. É que a viagem estava paga antes mesmo do embarque. Doze dias depois, voltei para casa sem parcelas da viagem para quitar.
Claro que isso não significa que exista uma fórmula que funcione para todo mundo. Cada pessoa tem uma renda, compromissos e possibilidades diferentes. No meu caso, foi preciso organizar, escolher prioridades e fazer ajustes. Algumas coisas ficaram para uma próxima viagem, e tudo bem.
Porque viajar é maravilhoso. Voltar com boas lembranças é melhor ainda. E voltar sem uma conta da viagem esperando pelos próximos meses também tem seu charme. Agora, já posso começar a pensar e pagar a próxima.

