Outubro rosa e o impacto emocional
O diagnóstico de câncer de mama gera um forte impacto emocional, com taxas de ansiedade e depressão que podem atingir de 10% a mais de 30% das pacientes.
O Impacto Emocional do Diagnóstico

● Choque inicial: O receio da morte, da dor e a incerteza sobre o futuro criam um estresse agudo logo após a confirmação da doença.
●Alterações na autoimagem: Tratamentos como mastectomia (retirada da mama) e queda de cabelo afetam diretamente a identidade feminina, a autoestima e a intimidade do casal.
●Mitos comuns: Estudos mostram que transtornos emocionais como ansiedade e depressão não causam câncer de mama, mas cuidar da saúde mental é vital para enfrentar o tratamento.
Estratégias de Cuidado e Apoio
●Acolhimento psicológico precoce: O acompanhamento com psicólogos ou psicanalistas ajuda a reduzir o sofrimento e melhora a adesão às terapias médicas.
● Rede de apoio: O envolvimento da família e de grupos de apoio fortalece a paciente na rotina de autocuidado e no pós-tratamento.
●Direitos do paciente: No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento integral e multiprofissional, incluindo suporte psicológico e direitos garantidos por lei, como o prazo de até 30 dias para exames diagnósticos em caso de suspeita.

Aspectos Psicológicos
O impacto psicológico causado pelo câncer de mama traz uma significativa repercussão na vida da paciente. Quando esse momento é vivido com conhecimento e compreensão, e um apoio psíquico, torna-se possível o entendimento dos medos e angústias que podem interferir em uma resposta ao seu tratamento terapêutico. Dessa forma, é importante que o acompanhamento multidisciplinar e especializado seja promovido à paciente com dedicação e confiança, oferecendo assim, o reestabelecimento da saúde em seu sentido mais amplo.
O diagnóstico da doença e todo o seu processo são vividos pela paciente e seus familiares como um momento de angústia. Como o profissional de psicologia pode atuar e conduzir esse cenário?
A atuação do profissional de psicologia deve ser vista como uma forma de tratamento e iniciada imediatamente após o diagnóstico e definição da conduta terapêutica oncológica. Essa primeira avaliação deve ser individual, para que haja um maior entendimento do psicólogo e para que ele consiga absorver todas as angústias e incertezas trazidas pela paciente. Em um segundo momento, o atendimento pode ser estendido aos familiares próximos, a fim de estreitar essa rede de apoio, de forma que a paciente se sinta acolhida e aceita nessa fase de sua vida.
Como manter o emocional equilibrado e a qualidade de vida diante de um diagnóstico de câncer de mama?
A presença da depressão e estado de dor e angústia é perfeitamente aceitável na descoberta da doença. É patológico se a mulher apresentar uma outra postura, isso significaria a negação do câncer. Para que esse cenário seja menos doloroso, a equipe de saúde pode, também, ser participativa positivamente nesse cenário psicoterapêutico, o que possibilitará uma maior tranquilidade e apoio durante todo o processo de tratamento, assim como de seus familiares.
Quais são os aspectos da doença que mais refletem na autoestima da paciente?

O temor ao câncer de mama acomete a retirada de parte do corpo da mulher e, que em muitas culturas, desempenha função significativa, a sua estética, fantasias e intimidade ficam comprometidas. Aceitar sua nova condição e adaptar-se à nova imagem do seu corpo, exige um esforço muito grande para o qual, muitas vezes, não estão preparadas e por isso ela precisa de um apoio próximo, de alguém confiável.
Como fica a relação dessa paciente com o seu companheiro (questões sexuais e emocionais)?
O apoio do companheiro é muito importante, embora, seja uma situação de dificuldade e aceitação também para ele. A mulher, na maioria das vezes, apresenta um sentimento de isolamento, se torna fria e distante e se recusa a ter relações sexuais, por acreditar que não é mais atraente para o marido e que não é capaz de trocar experiências, antes compartilhadas. O suporte psicológico deve ser oferecido ao casal, muitos homens se assustam com a deformação do corpo da mulher, fica com medo de tocá-la, se sentem amedrontados com a situação, que deve ser trabalhada e abordada pelo casal. O amadurecimento, cumplicidade e a confiança estabelecida nesse relacionamento também será um fator de peso para a condução psicoterapêutica do problema.
O estresse, a ansiedade e a tristeza profunda são as principais emoções e estados psicológicos que afetam as mamas.
Por isso é muito importante o acompanhamento psicológico.
Atendimento online: Karina Cardoso
(21)99501-2144.
Agende sua avaliação e inicie o treinamento o quanto antes para maiores chances de cura.

