Os dados foram levantados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), feita em 2024, com estudantes entre 13 e 17 anos. No estudo, investigou-se junto aos adolescentes aspectos de variação emocional nos 30 dias anteriores à pesquisa. Assim, considerando o indicador ‘vida não vale a pena ser vivida’, 18,5% dos adolescentes disseram ter se sentido desse modo ‘na maioria das vezes’ ou ‘sempre’. Na análise por sexo, o percentual de meninas (25,0%) que alegaram perda de sentido em viver foi aproximadamente duas vezes maior que o observado nos meninos (12,0%).
Já a parcela de adolescentes que responderam se sentir ‘irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa’ foi de 42,9%. Entre as meninas o percentual desse indicador foi de 58,1%, outra vez mais do que o dobro do relatado entre meninos (27,6%).
Insatisfação com o próprio corpo
A PeNSE também revelou que estudantes de 13 a 17 anos estão cada vez menos satisfeitos com o corpo. Entre os entrevistados, 58,0% se declararam ‘muito satisfeitos’ ou ‘satisfeitos’ com a própria imagem corporal. Apesar disso, 27,2% se disseram ‘muito insatisfeitos’ ou ‘insatisfeitos’ e 14,0% alegaram ‘indiferença
Toda essa análise aponta que o Brasil precisa investir na saúde mental dos adolescentes, em especial, na saúde das meninas; a criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente para que as mulheres do País possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”,
Nos últimos anos, cresceu significativamente a preocupação com a saúde mental dos jovens. O que antes era pouco discutido, hoje se revela um problema urgente e cada vez mais visível. Casos de ansiedade, depressão, crises de pânico, automutilação e até tentativas de suicídio vêm aumentando de forma alarmante entre adolescentes e jovens adultos.
Essa realidade não é exagero nem “mimimi”. É o reflexo de uma geração sobrecarregada, conectada o tempo todo, mas muitas vezes emocionalmente isolada. Jovens que vivem sob pressão constante — da escola, da família, das redes sociais e deles mesmos — e que, ao mesmo tempo, enfrentam inseguranças profundas sobre o futuro, a identidade e o pertencimento.
No Brasil, o cenário é ainda mais alarmante:
A depressão já é uma das principais causas de afastamento do trabalho entre jovens de 18 a 29 anos, impactando diretamente suas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.
Segundo o Ministério da Saúde, o número de suicídios entre adolescentes aumentou mais de 30% na última década. Esse dado não só assusta, como reforça a necessidade urgente de prevenção e diálogo aberto sobre saúde mental nas escolas, famílias e redes sociais.
A ansiedade é hoje o transtorno mais comum entre os jovens brasileiros, afetando milhões de adolescentes que vivem sob pressão constante — seja por desempenho escolar, comparação nas redes sociais, falta de perspectiva de futuro ou conflitos familiares.
Esses dados nos lembram de uma verdade muitas vezes ignorada: isso não é drama, exagero ou falta de força de vontade. É sofrimento real. E precisa ser reconhecido, acolhido e tratado com seriedade.
Por trás de cada estatística, existe uma história: um jovem tentando encontrar sentido, um adolescente lutando para levantar da cama, uma família procurando respostas. Falar sobre isso não é apenas importante — é essencial para salvar vidas.
Insegurança com o Futuro
O mundo mudou — e rápido. A crise climática, as transformações no mercado de trabalho, as incertezas políticas e a dificuldade de acesso a oportunidades reais geram uma constante sensação de instabilidade.
É comum que adolescentes e jovens adultos se perguntem: “Será que vou conseguir me sustentar?”, “Vale a pena fazer faculdade?”, “O que vai sobrar do mundo daqui a alguns anos?”. Esses questionamentos existenciais, quando não acolhidos, podem alimentar quadros de ansiedade, desesperança e desmotivação.
Falta de Escuta e Acolhimento
Um dos maiores pedidos dessa geração é: “me escuta de verdade”. Muitos jovens não se sentem ouvidos nem em casa, nem na escola, nem mesmo entre os amigos. Quando tentam expressar seus sentimentos, recebem respostas prontas, críticas, ou são tratados como exagerados.
Frases como “isso é fase”, “você está fazendo drama”, ou “no meu tempo era pior” silenciam ainda mais quem só queria desabafar. E assim, eles aprendem a guardar tudo para si — até o ponto em que a dor se torna insuportável.
Nem Sempre os Sinais São Claros
Cada pessoa reage de uma forma. Alguns jovens se fecham, outros exageram nas brincadeiras, mascarando a dor com humor. Por isso, mais importante do que julgar o comportamento, é manter o canal aberto: conversar, perguntar com carinho e mostrar que você está ali, de verdade.
Frases simples podem fazer a diferença:
“Percebi que você anda diferente. Quer conversar?”
“Estou aqui, mesmo se você não quiser falar agora.”
A escuta sincera e sem críticas é um dos maiores presentes que podemos oferecer a um jovem em sofrimento.
Psicóloga clínica formada desde 2001, com ampla experiência em saúde mental, Psicopedagogia e Recursos Humanos. Atuo com crianças, adolescentes e adultos em atendimentos psicológicos online e presencial, com escuta ativa, acolhimento e abordagem ética, focada em resultados reais.
Atendo demandas emocionais diversas — desde questões relacionadas à ansiedade, autoestima e conflitos interpessoais, até quadros mais complexos envolvendo transtornos mentais, neurodivergências e sofrimento psíquico.
Tenho vivência com crianças com autismo, TDAH e outros transtornos do desenvolvimento, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também à família, por meio de um olhar psicopedagógico e clínico integrado.
Minha experiência em RH (Recrutamento & Seleção, Treinamento, Gestão de Negócios) me proporciona uma escuta diferenciada também para adultos com estresse ocupacional, burnout e conflitos no ambiente de trabalho.
Público que atendo:
Crianças e adolescentes com ou sem diagnóstico
Adultos em sofrimento emocional ou em busca de autoconhecimento
Famílias que precisam de orientação psicológica e psicopedagógica
Profissionais em crise, burnout ou transição de carreira
Diferenciais da minha atuação:
Mais de 20 anos de experiência clínica e institucional
Visão integrada: Psicologia Clínica + Psicopedagogia + RH
Atendimento online e presencial, com ética, escuta empática e compromisso com a transformação
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