Cecília Telles: Saúde mental na pandemia em 2021

Cecília Telles: Saúde mental na pandemia em 2021

O mundo vive um período diferente, cheio de medos e incertezas como há muito tempo não se via.

A pandemia de COVID19 se espalhou pelos continentes e a todo instante vemos pessoas se contaminando, morrendo; os hospitais lotados.

As notícias na TV, nos jornais, na internet e no rádio mostram números surpreendentes de pessoas esperando por uma internação sem saber se conseguirão um atendimento, um tratamento. Faltam leitos nos hospitais; nas UTIs e enfermarias. As unidades de saúde não dão conta de atender mais ninguém e o vírus atinge indiscriminadamente a todos. O medo cresce e a população começa a desenvolver outros tipos de doenças: a depressão, a ansiedade e o estresse.

A melhor maneira de se proteger do coronavírus é ficando em casa, em quarentena, mas isso nem sempre é possível. Sem poder ficar isolada surgem os quadros de ansiedade: Será que vou me contaminar? Se eu ficar doente, será que fica a minha família? E se eu morrer?

Vemos, então, que, mesmo em casa, o isolamento social pode levar a quadros de ansiedade, depressão.

O longo período que já dura a pandemia, a falta de contatos sociais, a distância de amigos e parentes, o trabalho solitário online, o medo de contágio quando é inevitável sair para atividades essenciais ou de trabalho e o isolamento, tornam ainda mais intensos os estados depressivos.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) realizada entre os meses de março e abril de 2020, mostrou que os casos de depressão praticamente dobraram, enquanto os de ansiedade e estresse aumentaram 80% desde que a quarentena começou. Isto vem se agravando.

Por isso, nesse momento, o acompanhamento psicológico é muito importante porque auxilia as pessoas afetadas, assim como seus familiares, dá suporte e possibilita que falem de seu medo, sua dor.

Cecília Telles

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Imagens: Freepik

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Cecília Telles

Cecília Telles

Cecília Telles é Psicóloga e Psicanalista ( CRP/06-2238) formada pela Faculdade de Psicologia da Universidade São Marcos, com Licenciatura, Bacharelado e Formação do Psicólogo.(1976). É especialista em Psicoterapia para Adolescentes e Adultos – no NEPP- Núcleo de Estudos em Psicologia e Psiquiatria (1979) É especialista em Psicanálise Lacaniana – Escrita Freudiana, USP, EBP-SP, CLIPP desde 1987. Faz atendimento a pacientes com problemas em Álcool e Drogas e em psicanálise na linha lacaniana. Dentre suas atuações, destaca-se: Professora FMU-Faculdades Metropolitanas Unidas (de 1979 a 1986) nos cursos de Psicologia e Pedagogia. Diretora- presidente do CEAF- Centro de Estudos e Assistência à Família, onde atua também como coordenadora de grupos, organiza e ministra aulas em cursos de formação de coordenadores (1989 a 1995). Psicóloga e Psicanalista voluntária, no CAPS-AD de Itatiba. 2012 a 2016. Em paralelo, atua como psicóloga clínica e/ou psicanalista, em consultório, com crianças, adolescentes, adultos, famílias e casais. Além de atendimento àpessoas com problemas com álcool e drogas, como também, pessoas que querem emagrecer e não conseguem. Além de também atender online em terapia breve ou orientação pontual.
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1 comentário

  1. Angela disse:
    Bom saber que podemos ter quem nos ouça nestes tempos tão difíceis. A pandemia realmente está nos deixando muito ansiosos.

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