O Sermão na Ponta da Língua..... O Time está Blindado! Só Que Não!

O Sermão na Ponta da Língua..... O Time está Blindado! Só Que Não!
Créditos: Gemini

Muito se discute sobre maturidade...
Assunto necessário em tempo de eleição e não somente a eleição de um candidato à Presidente de um Pais, mas também dos clubes e seus dirigentes.
E o São Paulo Futebol Clube terá sua votação e eleição de novo presidente, em breve.
Depois de muitos escândalos financeiros e denúncias que foram expostas, no clube que sempre foi bem discreto.
O Corinthians nunca foi discreto e seus escândalos servidos em 'salva de prata" nos programas de esporte, durante a manhã, tarde e noite.
E dessa vez eram invasões de torcedores pedindo esclarecimentos, a polícia investigando denúncias, a eleição de presidente e a sua retirada forçada com mais escândalos e roupa suja lavada em público. A qualquer hora e lugar.
E um presidente interino que não quer ficar, mas fazer o que, se gostou do lugar na ponta da mesa?
E aí vem mais capítulos que podem fugir à compreensão humana.
Por que o futebol brasileiro precisa crescer, e muito se teme pela SAF, acusada como inexperiente nos bastidores nervosos do futebol.
Para alguns um movimento que teme a queda das grandes redes de sócios, de conselheiros, de membros tão vitalícios que não ousam pensar em perder a grande conquista de sua vida.
O que se percebe é que muitos clubes preferem o rebaixamento e a fama de maus pagadores a arriscar uma direção mais profissional e preparada para esse mundo da tecnologia.
Mundo que escolhe os melhores investimentos
Que aceita em gestão e uma escolha mais apurada em Profissionais Qualificados
E são favoráveis ao fim do paternalismo.
Há um temor não justificado no ar, que reside na possibilidade de abrirem os cofres e saberem onde realmente o dinheiro foi aplicado.
Seus investimentos, sem sucesso e cobertos de denúncias e escândalos.
Quais foram as reformas necessárias? Quais atletas foram comprados e como foi a contratação?
A expansão das instalações para os jovens da base?
A renda adquirida na venda dos ingressos?
O apoio ao futebol feminino que cresce e cultiva a tradição?
E tantas outras perguntas sem resposta!
Além da curiosa fase do nosso futebol, onde os clubes descobriram que gastar o dinheiro que não receberam é uma saída.
Ou os clubes que gastaram por conta, e criaram soluções nos investimentos das Bets, que até o momento não são permitidas.
As tantas falhas em campo que fazem fila nas declarações dos atletas.
Ex. Luciano do São Paulo que disse nunca ter recebido o salário em dia!
O goleiro do Corinthians e da Seleção Brasileira, Hugo Souza, disse em alto e bom som que não existe problemas no Corinthians e o seu plantel não está rachado.
E surgem os dirigentes com o "sermão na ponta da língua"...Aqui os jogadores estão blindados, não entra problema no gramado!
E pela tabela do Campeonato se percebe que esses que brigam contra o rebaixamento, também não entram em campo.
E eu pergunto, então o que está acontecendo?
Por que percebo, uma total Imaturidade?
O que pensaria a Democracia Corinthiana exigindo Responsabilidade, Transparência e Liberdade?
Seus representantes como Sócrates, Wladimir, Casagrande, além da experiência criaram referências.
E deixaram claro que administrar não seria brincadeira de criança e nem fácil como os muitos dribles.
Sempre exigida a dedicação ao Escudo, à História, à Instituição, à sua Torcida apaixonada que não mede esforços e que carrega o time nas costas.
Todos os clubes do Brasil e mesmo os estrangeiros sabem que o Corinthians é um clube vitorioso, de uma origem simples, criado pela paixão de seus fundadores e mantido pela sua imensa torcida de geração em geração.
Essa torcida que torce com amor e grita os 90 minutos pelos seus jogadores independente de resultado.
Mas que cobra com maturidade pelo respeito e amor à camisa.
Quando se menciona maturidade é vital e necessário, usar o exemplo do atual Bola de Ouro 2026, Harry Kane.
Onde com muita força mental, foco, motivação, treinamentos, prioridades seguidas a risca, conseguiu merecimento. Uma vontade superior de se provar, sempre no pensamento, mesmo quando ele recebeu milhares de ofensas.
Um menino que sentiu o desprezo, envolto em desculpas para não investirem.
Ouvindo sobre limitações que poderiam acabar com sua carreira mesmo antes de começar.
Mas ele percebeu que somente ele poderia reverter esse jogo, e com paciência e jamais acomodação, se desviou de seus planos de ser o melhor do mundo.
Esperou 33 anos para ter um troféu. Precisou mudar de país.
Precisou deslocar uma vida toda na Inglaterra e se adaptar à Alemanha com comidas diferentes, clima diferente, idioma diferente, estrutura diferente e precisou ser ele, mais ele do que nunca.
Com a sua esposa que ele ama e não esquece de reconhecer seu valor, com os filhos, os seus pais e irmão viu toda sua determinação dar frutos.
Para alguns era um menino gordo, acima do peso, para outros um menino sem talento e que não daria certo.
Para outros um entrar e sair de clubes ingleses que não enxergaram seu potencial.
Mas ele estava lá e não desistiu...
Será que perguntaram aos seus antigos técnicos a opinião?
Talvez sim, afinal a eleição da Bola de Ouro, é feita pela opinião e escolha de técnicos de futebol pelo mundo.
Que sensacional...E aqui cabe a palavra maturidade.
Para os meus queridos leitores, alguns já sabem que sou filha de um árbitro de futebol, e para os que não sabem, eu sou sim, filha de Dulcidio Wanderley Boschilia. Árbitro de um tempo onde o futebol era antes de tudo...Futebol Raiz...
Onde as decisões em campo eram tomadas por homens, sem ajuda da tecnologia e com as limitações humanas que exigiam precisão, coragem, personalidade, conhecimento das regras de arbitragem, bom senso, atenção e responsabilidade.
Se haviam erros....Claro que sim...mas não delegava a responsabilidade para terceiros, não era culpa do gramado, da chuva, da torcida, do técnico...E todas as demais desculpas de hoje.
E presumo que os meus amigos leitores já perceberam que a nossa crônica de hoje, quer ser franca e trazer para a prosa a seriedade que o momento exige.
Maturidade..
Clubes de muita experiência e tradição estão bem afundados na zona do rebaixamento e como dizem os comentaristas entrar é difícil, mas sair desse terreno arenoso é muito mais complicado.
Então estar em vias de rebaixamento precisa muito mais do que trazer técnicos de fora, jogadores com salários milionários, nem acordos mirabolantes com juros impagáveis....
Essa é a hora da torcida, onde a técnica e a tática foram para outro momento, mas entra em campo a paixão, a cobrança apaixonada, a verbalização de seu apoio incondicional, o amor à camisa e tudo que ela representa.
É hora da torcida entrar em campo ...
E fazer o que os administradores não souberam fazer. 

0 Visualizações
Veja Também Dulcidio Wanderley Boschilia: De Sonhador a Ícone do Futebol Brasileiro
Sandra Boschilia

Sandra Boschilia

Sou Advogada, Operadora do Direito e Jornalista pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e Universidade Nove de Julho. Coordenadora para Assuntos Institucionais e Assessoria de imprensa do Instituto Pro Cidadania em prol das Pessoas com Deficiência. Palestrante. Escritora e Autora de Romances Históricos e Biografias. Livros de poesia e arte premiados no Sul do Brasil. Meta: Informar e Resgatar boas memórias do Esporte. Sonhar é o Objetivo e Conquistar uma Certeza.
Veja todas as minhas matérias

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe esta notícia

Mais postagens