Para Quem Está Se Afogando, Jacaré É Tronco!

Para Quem Está Se Afogando, Jacaré É Tronco!
Créditos: Gemini

Nada melhor que uma padaria bem cedo, o cheiro do café coado na hora e um pão bezuntado com manteiga.
E a coisa não para por aí, o tempero é importante.
O bate papo, a divergência saudável, a provocação entre os torcedores, a discussão pelos atletas e a comparação do passado com a atual realidade.
O tempero sempre é a jornada do nosso time seja ele qual for.
Se foi um Clássico de grande rivalidade, a paixão está à flor da pele e a cobrança das apostas na ponta da língua...
Um engradado de cerveja, uma grana também na pauta e uma camisa do melhor jogador...
Se ganhou é fácil perceber o sorriso de orelha à orelha, mas a derrota se percebe de longe, até no andar do torcedor decepcionado.
Mas hoje outras coisas entram no gramado também embora os dirigentes argumentem que coisas administrativas não entram no gramado.
Alguns clubes nasceram no século passado e viram guerras, ditaduras, planos econômicos, presidentes, cartolas, treinadores e jogadores que juravam de pé junto Amor Eterno ao Escudo e à Camisa.
Hoje a coisa está feia, e se receberem uma proposta irrecusável, tudo muda de figura e muito rápido.
Por que perceberam que o adversário mais perigoso nem sempre é o que está do outro lado do campo, e pasmem, às vezes, o inimigo está sentado na sala do departamento financeiro segurando uma calculadora e longe de um contato visual com o telefone.
Comentando sobre tradição, o Vasco fundado em 1898 carrega uma história de resistência.
O Atlético Mineiro em 1908, construiu sua identidade na paixão de uma torcida.
O Fluminense em 1902, já passou por boas e ruins situações memoráveis.
O Palestra Itália, que hoje atende pelo nome de Palmeiras, já esteve envolvido em administrações que não possuíam experiência e sem visão de futuro.
O Corinthians não é primeira vez que se envolve em escândalos financeiros, mas dessa vez parece um buraco sem fundo.
As denúncias são graves, a administração está sucumbindo às dívidas e sem forma de contratar, se vender não tem peças de reposição e nem crédito na praça.
Todo o dinheiro que entrar na conta, esta condenado a pagar dívidas e juros que levam tudo sem chance de investimento.
Até os atletas antes protegidos das sandices administrativas estão vindo à público para expor suas necessidades.
E onde andam os patrocinadores?
Ah....esses são artigos de luxo, que não aparecem antes de contratos bem elaborados e amarrados nesse "campo tão artificial".
As camisas expondo o marketing são negociadas por centímetros e disputados à peso de moedas, nas mangas, colarinho, ombro.
O calção também pode entrar na negociação, parecendo um outdoor, anúncio nas coxas ou nos glúteos.
Enquanto isso o torcedor, fica aí no meio dessa confusão toda querendo as vitórias, os gols, os lances decisivos, a garra na disputa da bola.
E nem se liga com essa propaganda toda, por que a falta de dinheiro, está abatendo os atletas e perder vários jogos é se afastar da liderança ou da possibilidade de Libertadores ou a SulAmericana é um desastre, uma ato inimaginável.
E isso vale para tudo?
Alguns clubes perceberam que ganhar é a melhor solução e apostam tudo nos Torneios que valem Taça....
Se estão em melhor condição?
Certamente que não.
Talvez jogando pela credibilidade e pela força de seu elenco e com mão firme de sua direção. Contando as moedas.
Hoje os clubes são vistos como empresa e precisam ser administrados com seriedade e profissionalismo.
Não cabem mais o paternalismo, nem gestão amadora, clubes com competência oferecem até cursos para adequar todo os profissionais para as modernidades que se exige hoje da área.
Para se estabilizar no jogo tem que ter domínio de clientes internos e externos.
O esporte é movido por paixão, comprovadamente na figura do torcedor apaixonado que investe, compra, acompanha, opina, participa, não mede distância, não teme o clima, nem o tempo,
nem mesmo a provocação do adversário, se o seu clube tem novidade é ele quem mais se informa, dependendo vai até no aeroporto buscar o novo herói e aposta tudo do seu tempo e vivência em cada momento....pelo seu time.
Aquele que recebeu de legado do pai e do avô, ou aquele que conquistou seu coração.
E como duvidar disso?
Paixão não se discute. Nesse caso apenas se vive.
Se os administradores soubessem o que isso significa teriam mais maturidade para comandar o Clube que por hora comanda.
Tudo que o torcedor deseja é vibrar pelo belo drible, se encantar pela garra e fibra da equipe que entrosada joga como se não houvesse amanhã, quer gritar pelo gol e como grita... até se for preciso gritar várias vezes é com ele mesmo, ensinar aos filhos dessa paixão que não se explica.
Nesse momento Flamengo desmotivado tenta se colocar na final da Libertadores, o Atlético Mineiro ganha e convence num de seus melhores momentos, o Palmeiras com desfalques quer se provar, o Fluminense que escolheu a prata da casa para essa empreitada, o Corinthians compra a ideia de que jogador pode comandar a crise em campo mas quem vai arrumar a sala?
O São Paulo, resolve fazer um catado entre seus atletas e juntar uma verba para investir...
O Santos está bem em campo, mas precisa saldar os rombos.
Mas como o ditado bem conhecido...Para quem está se afogando.....Jacaré é .....solução!

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Sandra Boschilia

Sandra Boschilia

Sou Advogada, Operadora do Direito e Jornalista pelas Faculdades Metropolitanas Unidas e Universidade Nove de Julho. Coordenadora para Assuntos Institucionais e Assessoria de imprensa do Instituto Pro Cidadania em prol das Pessoas com Deficiência. Palestrante. Escritora e Autora de Romances Históricos e Biografias. Livros de poesia e arte premiados no Sul do Brasil. Meta: Informar e Resgatar boas memórias do Esporte. Sonhar é o Objetivo e Conquistar uma Certeza.
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