Ro Andrioli: Os encantos e mistérios da Ponte dos Suspiros

Ro Andrioli: Os encantos e mistérios da Ponte dos Suspiros

A ponte dos suspiros, em Venezia é conhecida por ser um local romântico e mágico. Há quem acredite que se os apaixonados passarem de gôndola e se beijarem embaixo da ponte, no pôr do sol, receberão a bênção do amor eterno.

Sempre achei esta superstição estranha, pois lembro-me que a ponte havia sido projetada para conectar as salas de interrogatório do Palazzo Ducale à uma prisão do outro lado do canal, acima do rio di Palazzo.

O nome Ponte dos Suspiros, foi dado pelo poeta Byron, no século XIX, pois dali os prisioneiros viam a cidade pela última vez e suspiravam de arrependimento. O fato é que uma vez condenado no Palácio dos Doges você não saia com vida.

Vista de dentro da Ponte dos Suspiros

De onde será que surgiu a lenda romântica de um lugar que poderia ser considerado sombrio?

Talvez a beleza de sua construção inspire as pessoas a terem pensamentos contrários à sua verdadeira história. Ninguém pode negar que a ponte, obra de estilo barroco do arquiteto Antonio Contin e de seu filho, Bernardino Contin, é um dos lugares mais bonitos da cidade. Interessante ressaltar que ao passar debaixo da ponte é possível observar diversas esculturas, em sua maioria com caras tristes ou zangadas.

Quem quiser conhecer e conferir os encantos e mistérios do lugar, pode dar uma voltinha de gôndola ou se desejar apenas fotografá-la, basta ir até a Ponte della Canonica ou à Ponte della Paglia e fazer o click. Certamente você não vai perder a viagem!

Para complementar, uma receita de Risoto com ervilhas ou o famoso Risi e Bisi, típica da região de Venezia. Buon Appetito!

Ingredientes

[Para 4 Pessoas]

200g de de arroz Arbóreo

Ervilhas

1 cebola, média

2 dentes de alho

1 copo de vinho branco

80 de manteiga, dividida em 6 cubos

1 a 2 colheres (sopa) de queijo parmesão, ralado no momento

4 a 5 colheres (sopa) de azeite

7,5 dl de caldo de legumes, +/- 7 conchas

Sal

150g de presunto (se desejar)

Preparação

Prepare o caldo de legumes. Corte uma cebola, uma cenoura pequena, um pouco de alho e água fria. Após 10 minutos de fervura e com o fogo alto, adicione as ervilhas e deixe ferver alguns minutos, retire passe-as em água fria, e após estarem escorridas reserve. O caldo continuará no fogo para se manter bem quente.

Corte o presunto em pequenos cubos e leve ao fogo com um pouco de azeite deixando que fervilhe em fogo muito brando, salpique com um pouco de água, deixe que absorva e reserve.

Aqueça o azeite com três cubos de manteiga e refogue o alho e a cebola picados. Junte o arroz. Mexa o preparado para envolver e fritar o arroz ligeiramente, adicione o vinho branco e continue a mexer para que o álcool se evapore.

Comece a adicionar o caldo gradualmente e coado, em quantidade suficiente para cobrir o arroz, mexa e deixe absorver. Repita esta operação durante 15 minutos. Adicione as ervilhas ao arroz. Junte mais caldo mexa e deixe absorver. Prove para corrigir temperos e deixe fervilhar por mais alguns minutos. A ervilha também deve ficar "al dente". Agora finalize o risoto que deve estar quase pronto, acrescente o queijo parmesão. Retire do fogo adicione a restante manteiga, que deve estar gelada e mexa pelas laterais até a manteiga derreter, servirá para dar brilho ao risoto. Sirva de imediato, decorei com as ervilhas e ralei no prato, mais um pouco de queijo.

Pode ou não, completar a decoração com o presunto. Ou optar por adicionar o presunto no início da preparação. Só alterará a cor e textura

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Rosangela Andrioli

Rosangela Andrioli

Formada em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Escolar pela Universidade São Marcos (UNIMARCO). Possui vasta experiência em sala de aula no ensino em Língua Estrangeira para adolescentes. Foi professora por 16 anos no Colégio Dante Alighieri. Também foi consultora do Instituto Eldorado e do Portal do Professor (Ministério da Educação). Possui especialização em didática na língua estrangeira pela UNIVERSITÀ DI SIENA, na Itália. Cursou especialização em Fundamentos da Psicanálise no Instituto Sedes Sapientiae. É diretora na Clínica de Acolhimento Psicopedagógico atuando na área de diagnóstico e intervenção de problemas de aprendizagem. É palestrante e formadora de docentes na área de psicopedagogia e estratégias de ensino-aprendizagem.
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2 comentários

  1. Elizabeth Catta Preta disse:
    Eu fiquei muito decepcionada quando, há muitos anos, fui à Veneza e fiquei sabendo do porquê do nome da Ponte, linda por sinal. Porém, mesmo depois de saber da historia verdadeira, não pude deixar de admirá-la por sua arquitetura e beleza.
  2. Sergio Aquila disse:
    Veneza é um lugar sensacional. Ótima matéria.

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