Michelle Figueiredo: Não seja vítima de si mesmo e dos seus fracassos

Michelle Figueiredo: Não seja vítima de si mesmo e dos seus fracassos

Nesta matéria vou entrar em um tema muito sério e cada vez mais evidenciado na atualidade.

Começo pela diferenciação do conformista e do coitadista.

O conformista é aquele indivíduo que aceita que não é capaz de nada e de realizar nada. Já o coitadista, vai além, ele faz marketing da sua falibilidade, acariciando a sua miserabilidade, praticando a autocomiseração, a autopiedade e muitas vezes usam o vitimismo para manter pessoas orbitando ao seu redor.

Infelizmente existem pessoas que sentem pena de si próprias, se vitimizam o tempo todo e usam as suas derrotas e falhas para atrair a atenção de pessoas, amigos e familiares se contentando com migalhas de atenção destas, que por sua vez tentam estimular os coitadistas com palavras de incentivo. Como exemplo: “Você é capaz ou você consegue”.

Os coitadistas vivem sempre mergulhados na lama de suas derrotas e falhas e adoram praticar a autocomiseração, dizendo que são uns pobres coitados que nada podem e nada conseguem realizar. Essas pessoas se sentenciam a viver eternamente acariciando sua miserabilidade, suas falhas, derrotas e toda desgraça em que vivem. Exterminando assim, qualquer oportunidade de vivenciar e desfrutar de ares nunca vistos.

Existem pessoas que ao invés de superarem suas derrotas, se vitimizam e ainda culpam outras pessoas, o governo, a família e até mesmo o “diabo” por suas mazelas na vida.

Essas pessoas geralmente possuem traços de personalidade masoquista, autoestima sempre baixa e conseguem ser vítimas de si  mesmas e de seus fracassos.

Convém lembrar, que todos nós somos capazes de transmutar tudo que por circunstâncias aleatórias à nossa vontade, deu errado ou ainda não conseguimos realizar.

Muitas pessoas conseguem superar suas derrotas e mudam a sua história. Porém, para isso é necessário o autoconhecimento.

As pessoas que insistem em exaltar a sua autopiedade e autocomiseração, não conseguem sair do lugar, tornam se vítimas de si mesmas. São pessoas refém da sua condição de miserabilidade e permanecem inertes frente às suas derrotas e fracassos.

Neste caso, se faz necessário a ajuda de um profissional de saúde mental. Pois, através da análise e terapia essas pessoas podem adquirir o autoconhecimento e através deste, elas irão perceber que são capazes de ser, ter e realizar tudo o que querem.

Desmistificando assim esse cenário caótico, que os coitadistas resolveram habitar.

Lembrem se que na vida precisamos perder para ganhar, errar para aprender e fracassar para sermos vitoriosos. O nosso triunfo é certo, quando nos propomos a passar por todo esse processo e só então colheremos os louros da vitória.

De nada adianta ser um coitadista, murmurar, chorar as perdas e fracassos. É preciso seguir e se tornar autor da sua própria história.

**O conteúdo e informação publicado é responsabilidade exclusiva do colunista e não expressa necessariamente a opinião deste site.

Imagem 01: Edson Brandao Life

Imagem 02: Stock Photo

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Michelle Figueiredo

Michelle Figueiredo

Michelle Figueiredo, psicanalista e poliglota atuando online no Brasil e exterior, Bacharel em Direito, com MBA em Marketing pela ESPM/ SP e Pós-graduada em Psicanálise Clínica pela Faculdade Metropolitana /SP. Descendente de europeus, mais precisamente holandeses, alemães e italianos. Desde criança manifestava interesse em falar outro idioma e conhecer o mundo. Aos 8 anos de idade começou a aprender inglês e aos 17 anos falava fluentemente. Foi uma adolescente que desejava conhecer o castelo de Versailles ao invés da Disneyworld. E isto foi concretizado no primeiro intercâmbio pela Europa, onde pode vivenciar o que estudou nos livros de história e artes, realizando este sonho de conhecer Versailles, falando o inglês britânico no Reino Unido, andando pelas ruas de Londres, Paris etc. Viveu experiências incríveis com outras pessoas e outras culturas. Realizou diversas viagens pela Europa, pelas Américas e pelo mundo (intercâmbios e entretenimento). Aprendendo outros idiomas como italiano, espanhol, francês e alemão. Assim para ela “o mundo é pequeno” quando se fala outros idiomas. Com o direito tive experiências profissionais, no âmbito civil e criminal. Interessava muito a criminologia e a psicologia forense, onde cogitou ser Delegada Federal. Mas foi no Marketing, que viu uma grande oportunidade, já que tem facilidade de comunicação, liderança e muita criatividade no sentido de inovar de acordo com as tendências atuais. Durante a pandemia e depois de ter morado na Europa entre 2019 e 2020, uniu as experiências internacionais, com a facilidade de se comunicar vinda do Marketing, e juntamente com a expertise em psicologia forense vinda do Direito. Assim, nasceu a Psicanalista, com uma imensa vontade de ajudar as pessoas a superarem seus traumas, crenças limitantes e buscarem seus objetivos com segurança e equilíbrio, num mundo repleto de oportunidades para os que querem realmente fazer a diferença.
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