"Vamping", hábito perigoso que virou moda entre os adolescentes
“vamping” — permanecer acordado usando telas até altas horas da noite — já é considerado um problema global. Dados do Centros de Controle e Prevenção de Doenças indicam que seis em cada dez estudantes dormem menos do que o recomendado.
A privação de sono está associada a uma série de consequências: irritabilidade, falhas de atenção, dores de cabeça, queda da imunidade, fadiga persistente, aumento do estresse e até quadros de nomofobia, o medo irracional de ficar sem o celular. O celular não afeta apenas a mente, mas também o corpo em desenvolvimento. Entre as principais recomendações estão: evitar telas antes dos seis anos, limitar o uso diário em crianças maiores, supervisionar conteúdo e horários, estabelecer acordos familiares e manter os celulares fora do quarto à noite. Não se trata de demonizar a tecnologia, mas de reconhecer que sua introdução precoce pode moldar — de forma silenciosa — aspectos fundamentais da saúde dos jovens. Controlar o tempo e a forma de uso hoje pode significar menos problemas físicos e emocionais no futuro. O vamping resulta do uso exagerado de dispositivos eletrônicos nas horas que deviam ser dedicadas ao sono e ao descanso. E isso tem efeitos negativos na saúde física e mental.O que é o vamping?
Na era digital atual, um fenómeno crescente entre os jovens tem suscitado preocupação entre pais, educadores e profissionais de saúde: o vamping. O termo deriva da combinação das palavras “vampire” (vampiro) e “texting” (envio de mensagens), e refere-se ao hábito de adolescentes e jovens adultos permanecerem acordados até tarde da noite, utilizando dispositivos eletrônicos como smartphones, tablets e computadores. Esta prática tem diversas consequências, que afetam tanto a saúde física como mental dos indivíduos. O vamping caracteriza-se pelo uso excessivo de dispositivos eletrônicos durante a noite, particularmente em momentos que deveriam ser dedicados ao sono. Redes sociais, jogos online, plataformas de streaming e mensagens instantâneas são os principais focos de atenção durante estas horas noturnas. A atratividade das interações sociais online e o acesso constante a conteúdos multimídia fazem com que muitos jovens se sintam tentados a sacrificar horas de sono para se manterem conectados.
Quais as consequências do vamping?
Uma das consequências mais diretas do vamping é a privação de sono. O uso prolongado de dispositivos eletrônicos antes de dormir interfere com a produção de melatonina, a hormona que regula o sono. A exposição à luz azul emitida por estes dispositivos atrasa a sensação de sono, resultando em noites mal dormidas e, por vezes, em insónias. A falta de sono adequado pode levar a um cansaço crónico, dificuldade de concentração e um impacto negativo no desempenho escolar e nas atividades diárias. A privação de sono associada ao vamping pode ter sérios efeitos na saúde mental dos jovens. Estudos indicam que a falta de sono está correlacionada com um aumento nos níveis de stress, ansiedade e depressão. A constante necessidade de estar online e a pressão para responder a mensagens e interagir nas redes sociais podem também contribuir para um estado de alerta contínuo, dificultando o relaxamento e o descanso mental. Afeta o desempenho escolar O impacto do vamping no desempenho escolar é significativo. A fadiga e a sonolência durante o dia afetam a capacidade de concentração e aprendizagem. Jovens que praticam vamping frequentemente apresentam dificuldades em acompanhar as aulas, realizar tarefas e participar em atividades escolares. Este ciclo vicioso de sono inadequado e baixo desempenho académico pode comprometer seriamente o desenvolvimento educativo e futuro profissional dos jovens. Embora o vamping seja impulsionado por uma busca de interação social online, paradoxalmente, pode levar a um isolamento social na vida real. A preferência pelas relações virtuais pode resultar em menos tempo dedicado a interações face a face com família e amigos. Este isolamento pode agravar sentimentos de solidão e dificultar o desenvolvimento de habilidades sociais essenciais.
Como combater o vamping?
Pais, educadores e profissionais de saúde devem estar cientes do fenómeno do vamping e das suas consequências. Promover a sensibilização sobre a importância do sono e os riscos associados ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos é fundamental. É essencial estabelecer limites claros para o uso de dispositivos eletrônicos, especialmente à noite. Recomenda-se a criação de uma “hora de desligar”, após a qual os dispositivos devem ser guardados. Encorajar atividades relaxantes antes de dormir, como a leitura de um livro ou a prática de meditação, pode ajudar a preparar o corpo e a mente para o sono. Criar um ambiente propício ao sono é vital. Reduzir a exposição à luz azul, mantendo os dispositivos fora do quarto e garantindo um espaço escuro, silencioso e confortável pode melhorar significativamente a qualidade do sono. As consequências do "vamping" na saúde física e mental dos jovens são preocupantes, exigindo, por isso, uma abordagem concertada para mitigar os seus efeitos. 74 Visualizações
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Karina Cardoso
Psicóloga clínica formada desde 2001, com ampla experiência em saúde mental, Psicopedagogia e Recursos Humanos. Atuo com crianças, adolescentes e adultos em atendimentos psicológicos online e presencial, com escuta ativa, acolhimento e abordagem ética, focada em resultados reais. Atendo demandas emocionais diversas — desde questões relacionadas à ansiedade, autoestima e conflitos interpessoais, até quadros mais complexos envolvendo transtornos mentais, neurodivergências e sofrimento psíquico. Tenho vivência com crianças com autismo, TDAH e outros transtornos do desenvolvimento, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também à família, por meio de um olhar psicopedagógico e clínico integrado. Minha experiência em RH (Recrutamento & Seleção, Treinamento, Gestão de Negócios) me proporciona uma escuta diferenciada também para adultos com estresse ocupacional, burnout e conflitos no ambiente de trabalho. Público que atendo: Crianças e adolescentes com ou sem diagnóstico Adultos em sofrimento emocional ou em busca de autoconhecimento Famílias que precisam de orientação psicológica e psicopedagógica Profissionais em crise, burnout ou transição de carreira Diferenciais da minha atuação: Mais de 20 anos de experiência clínica e institucional Visão integrada: Psicologia Clínica + Psicopedagogia + RH Atendimento online e presencial, com ética, escuta empática e compromisso com a transformação
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