Depois de três anos sem uma viagem internacional — e sem nem mesmo embarcar num avião —, chegou a hora de fazer as malas e decolar rumo a um destino que, mesmo não estando no topo da minha lista, sempre fez parte do imaginário de quem ama viajar: Nova York. E por mais clichê que soe, sim, é a cidade que nunca dorme. E é exatamente isso que me anima. Eu sou urbana. Gosto do ritmo acelerado, dos táxis buzinando, das vitrines que brilham de madrugada, do café servido em copo de papel, da overdose de estímulo visual e sonoro que só uma cidade como NY pode proporcionar.
Essa é uma viagem especial por muitos motivos. Primeiro, porque é minha. Minha e dele. Uma viagem de casal depois de anos em que todas as nossas energias e planejamentos giraram em torno da realização de um sonho maior: a temporada da minha filha na Europa. Foram sete meses em que eu viajei por tabela, com o coração. Agora, chegou a nossa vez de viver o sonho em primeira pessoa — e compartilhar tudo com quem me acompanha.
Vamos assistir à última apresentação do maestro João Carlos Martins no lendário Carnegie Hall. Só isso já valeria a travessia. Mas a ideia é ir além do espetáculo: quero sentir Nova York com todos os sentidos, desde os clássicos cartões-postais até aqueles lugares que fazem parte do imaginário cinematográfico que a gente cresce consumindo.
Já estou com um roteiro cheio de vontades. Caminhar pelo Central Park (mesmo que esteja frio). Sentir o vento no rosto atravessando a Brooklyn Bridge. Me perder entre as obras do Met. Subir num dos novos observatórios, como o Summit One Vanderbilt, para ver a cidade de cima — e talvez enxergar com mais clareza essa nova fase da minha vida também. Quero explorar o Chelsea Market, dar uma volta pela Little Island e, quem sabe, encontrar uma vista nova para fotografar e postar no “Vista da Janela”.

Os sabores também estão nos planos: um bom bagel com cream cheese, uma fatia de cheesecake da Junior’s, o clássico hot dog de rua, uma pizza dobrada comendo na calçada e, claro, algum restaurante com vista para celebrar esse recomeço. E se der tempo, quero dar uma passadinha estratégica em algumas recepções icônicas: o The Plaza, o The Standard, o The Mark… hotéis que carregam histórias, estilo e experiências — mesmo que seja só para um café ou uma foto no lobby.
Nossa base será o Pod 51, um hotel descolado e super bem localizado em Midtown East. Estou ansiosa por um detalhe da hospedagem que ainda não posso contar (spoiler só na volta!), mas já posso dizer que ele foi escolhido a dedo pensando no equilíbrio entre custo, localização e praticidade.
Essa viagem não é sobre luxo, é sobre presença. Sobre fazer as malas com entusiasmo, mesmo que seja de mão e viajar de econômica. É sobre voltar a embarcar, voltar a me sentir em movimento. É sobre celebrar o ato de viajar — e também o de compartilhar.
Porque, no fim das contas, é isso que eu mais amo: viver experiências e transformá-las em histórias. E dessa vez, de Nova York, espero voltar com muitas. Um beijo e até o próximo Check-in da Lau
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