Ontem, a minha querida filha Sophia completou 12 anos.
Hoje, quero dedicar esta coluna a ela.
Sophia significa “sabedoria” em grego. E sabedoria é o que mais precisamos — talvez agora mais do que nunca. A inteligência sem sabedoria é como uma lâmpada sem luz.
Vivemos um tempo em que robôs falam, escrevem e até criam. Um tempo em que seres humanos parecem não ter limites em sua capacidade de produzir, conquistar, dominar e apertar botões — sejam eles digitais ou bélicos. E, paradoxalmente, o que mais nos falta é sabedoria.
A sabedoria nos apazigua. Ela nos traz serenidade.
A sabedoria sabe esperar.
A sabedoria aprecia cada estação do ano — o brotar da primavera, o calor do verão, a colheita do outono e o recolhimento do inverno.
Segundo a tradição cristã, a sabedoria não se compra nem se herda. Ela é dom, é graça. Tiago escreveu:
“Se algum de vocês tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá livremente, de boa vontade, e lhe será concedida.”
Essa sabedoria, vinda do alto, é mais preciosa do que qualquer título, carreira ou sucesso acumulado. Mas parece, que não a queremos. A impressão que tenho que é que este dom o mundo esqueceu de pedir!
De que adianta o poder aquisitivo se não sabemos desfrutar de uma manhã tranquila, de uma conversa com um filho, de um olhar carinhoso de uma esposa?
De que adianta a popularidade no Instagram ou milhares de seguidores no YouTube, há uma sabedoria silenciosa no abraço sincero de um amigo — e isso não se constrói com algoritmos.
De que adianta poder adicionar, bloquear ou excluir amigos no mundo digital, se a verdadeira amizade — aquela construída com compaixão, conversas sinceras e a prática do perdão — só se fortalece no caminho trilhado juntos, mesmo com todas as nossas diferenças?
Zygmunt Bauman, em uma de suas últimas entrevistas, alertou que redes sociais criam uma falsa sensação de conexão.
“Elas são confortáveis, mas não comprometedoras.”
Ali, amizades não exigem tempo, escuta, empatia ou reconciliação. São laços frágeis, descartáveis.
Como ele disse, “milhares de amigos no Facebook” não se comparam à profundidade de uma amizade real — construída no chão da vida, com presença, paciência e vulnerabilidade.
Sabedoria, em um mundo tão polarizado, é o que mais carecemos.
Sabedoria, em um planeta cansado de guerras e ruídos intermináveis, é o que mais sentimos falta.
Parabéns, Sophia!
A sua vidinha nos inspira tanto quanto anuncia, já aos 12 anos, uma jornada cheia de entusiasmo, alegria, energia… e, sobretudo, sabedoria.
Até a próxima.
Fábio
Collonge-au-Mont-d’Or
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Respostas de 2
Parabéns SOPHIA princesa de vovó rosinha e VOVÔ BETO!!!
Que DEUS TE ABENÇOE RICAMENTE!DANDO MUITA SABEDORIA E MUITO AMOR AO PRÓXIMO.
VOVÔ BETO E VOVÓ ROSINHA TE AMA MUITO
Que coisa mais linda e profunda! Deus os guardem…