Hoje acordei disposta a mudar o curso.
A me despir de tudo aquilo que não me veste mais —
velhas roupas, velhas ideias.
Gavetas que guardam mais do que objetos: acumulam histórias, apegos, repetições.
É tempo de esvaziar .
De deixar no passado o que pertence a ele.

Algumas memórias merecem repousar na caixa “coisas que já vivi” —
não por ingratidão, mas por sabedoria.
Porque hoje, algo virou em mim.
Não foi um rompante, foi decisão.
Como a lagarta que, ao romper o casulo, não lamenta o que deixa —
ela apenas sabe que chegou o momento de ser inteira.
De aceitar as asas.
De voar livre.
E eu também sei.
O tempo de me realizar chegou e inunda meu Universo.
Chegou leve, firme e com gosto de verdade.
Ao meu lado, um novo amor.
Maduro. Sereno. Vivo.
Ele não precisa de promessas — quer minha presença.
Não tenta me moldar — só me acompanha.
Não me sufoca — respira junto comigo.
Me permito, enfim.
Ser quem sou.


Colher o que plantei.
Viver o que mereço
E esparramar minhas asas coloridas pela imensidão do agora.
A vida me abriu as portas e eu escolho caminhar a passos largos mais desperta do que jamais imaginei.
Cada célula do meu corpo está viva e rompe o silêncio e o breu.
Sol que sou, floresço. Presente e futuro.
Vida, cor e plenitude.
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