Eu amo futebol. Por razões pessoais como vocês sabem, o meu pai Dulcidio Wanderley Boschilia, sempre gostou de futebol. Quando jovem na várzea, campo de grama natural, lá no bairro do Ipiranga, começou como goleiro e depois estudou e se formou como árbitro. Gol era Gol. E a gente gritava à plenos pulmões. E deixo claro, que nunca xinguei o juiz!
Dulcidio, mesmo depois de tanto tempo, é reconhecido por sua personalidade firme e muito conhecimento das regras e a sua aplicação.
Posso dizer que antigamente Nelson Rodrigues,
Chico Anysio, João Saldanha e milhões de brasileiros, amavam o futebol brasileiro com a sua ginga e talento próprio. E campos de várzea se espalhavam pelas cidades e as peneiras eram concorridas, a espera do genuíno talento. Um milagre!

A bola pesada e costurada. A grama natural que dependia do sol e o aparo constante, uniformes calorentos e sem muito anúncio.
Os campos de futebol simples e com a arquitetura nada tão fantástica, acho que naquele tempo a comodidade, a segurança e o conforto da torcida fosse o alvo principal. Afinal o que seria do futebol sem a torcida?
Gostar de futebol era natural e um esporte respeitado e os técnicos brasileiros consultados dentro da sua experiência ou a facilidade em lidar com o vestiário.
Hoje, dentro dessa modernidade toda, a grama artificial que exige investimento pesado, faz a bola mais leve correr e deslizar muito mais depressa.
As roupas com tecnologia de ponta, as cores que mudam de tom ao reflexo do sol, os drones que correm no alto, em busca do melhor ângulo, as inéditas sonoras que são dubladas por especialistas, e os jogadores, xingam sim! Um pouco distante das imagens de frios e controlados.
O cenário agora é outro, e estamos caminhando para uma temporada ou até um “avanço” que foge de tudo que se possa imaginar de um simples jogo de futebol.
Todos os dias, as manchetes são outras, tudo menos sobre dribles e gols.
O Corinthians nas páginas dos jornais, na seção de crimes, estelionato, roubo, invasão, corrupção ativa, participação de gangues, uso do cartão corporativo, escolha infinita e infelizmente não mais causa espanto. Augusto Melo, que é presidente e não preside. O Stabile que tenta segurar a onda. E o Soldado Fabinho, blinda isso tudo com canhões de borracha.
O Atlético Mineiro, não paga, mas também não leva, e quem procurar…acha, as ações na justiça do trabalho.
Os jogadores ganham milhões. Verdade!


Mas são profissionais e ganhar não é bem o termo, se “ganham” mas não recebem. O Rony mordido acionou a justiça, mas voltou atrás e esqueceu de avisar os que entraram na ideia. A SAF, disse que vai pagar, agora só resta sentar e esperar. Mas o torneio é agora!
O Flamengo é um caso sério de puro vazamento. O Pedro não joga, o Filipe Luís pede esforço e a diretoria compra, e compra sem muito critério.
Esse vazamento recebia o nome antigamente de fofoca, de intriga, de insatisfação de “antigos afetos” de gente que não tem o que fazer, de gente que se acha acima do bem e do mal. E assim, o caso De La Cruz, se espalhou pelo ar, e os ouvidos agora não apenas e somente dos médicos
E aí, mora o perigo, o vazamento vaza, para todos os lados e a fofoca pode ser compartilhada e cair no colo de interesseiros por milhões de likes, e causar danos irreparáveis.
Não sei quando aconteceu tudo isso, provocando esse quadro. Quando foi que me acostumei a ver as brigas no estádio?


Assistir ao ídolo, sair do campo, onde a sua arte deve prevalecer e ir até o alambrado ofender ao torcedor que vem de longe, que enfrenta ônibus e metrô lotados, que paga os ingressos caros e toma chuva, extravasar suas dores no corpo e alma. E ainda como se não bastasse ver o seu time do coração descer a ladeira até o rebaixamento.
Não quero me acostumar a isso, e isso não é futebol.
Tenho saudades do meu pai. Dos atletas de verdade.
Heróis, que entravam todos os domingos na tela da TV, e eu com pacote de pipoca, gritava gol milhões vezes, sem VAR, sem vazamento, sem fofoca.
Futebol Moderno precisa ser futebol e não uma grande tragédia grega!
Obrigada queridos leitores
Ate a semana que vem!
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