OS DIREITOS DA PESSOA COM AUTISMO QUE TEVE DIAGNÓSTICO TARDIO

Créditos: www.gov.br

Durante anos, muitas pessoas caminharam com diagnósticos errados, tentavam tratamentos que não funcionavam e aprendiam a conviver com crises de ansiedade, depressão, isolamento e um cansaço que não passava. No fundo, carregavam a sensação constante de que havia algo não dito, uma peça invisível faltando para completar a própria história.

Até que, em meio a tantas dúvidas, vem a descoberta: Transtorno do Espectro Autista. O ponto de partida pode ter sido a investigação sobre o desenvolvimento de um filho. Mas, no caminho, a pessoa acaba reconhecendo em si características, histórias e desafios que sempre estiveram presentes, embora nunca tivessem recebido um nome.

Receber o diagnóstico na vida adulta não significa “ter desenvolvido” o TEA agora. Ele sempre esteve presente — o que muda é que agora há um nome para experiências e dificuldades que, por anos, foram minimizadas ou interpretadas de forma errada.

É fundamental o reconhecimento de que o TEA é uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha a pessoa por toda a vida — o diagnóstico tardio é apenas o reconhecimento formal dessa realidade.

E, com a descoberta, surge algo fundamental: o acesso a direitos.

A partir do momento em que há laudo confirmando o TEA, a pessoa adulta tem direito ao tratamento multidisciplinar completo, tanto pelo SUS quanto por planos de saúde, de acordo com a prescrição médica.

Também, a legislação assegura adaptações como tempo adicional em provas, salas com menos estímulos, formatos de avaliação diferenciados e atendimento individualizado, mesmo na universidade, mestrado ou doutorado!

Além disso, o laudo também pode abrir portas para:

  • Concorrer em vagas de concursos pela Lei de Cotas.
  • Solicitar adaptações no local de trabalho, conforme a Lei Brasileira de Inclusão.
  • Requerer aposentadoria com tempo reduzido de contribuição
  • Obter isenção de impostos na compra de veículos (IPI e IPVA), passe livre interestadual e acesso a programas sociais.
  • Pleitear o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS)
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O TEA não é igual para todos. Mas em qualquer cenário, esse paciente diagnosticado tem seus direitos garantidos.

O diagnóstico tardio pode trazer o que sempre deveria ter existido: cuidado, compreensão e dignidade.

Ele abre a porta para que a pessoa viva com mais clareza, suporte e, acima de tudo, com seus direitos respeitados.

Conheça e acompanhe notícias sobre os Direitos das Pessoas com autismo aqui. Me escreva sobre suas dúvidas ou compartilhe algum desafio se desejar. Será uma honra caminhar com você nessa jornada de acolhimento e amor.

Um beijo e até a próxima quarta-feira,
Juçara Baleki

@querotratamento

 

 

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