Acho que não aprendi a gostar de futebol por convivência, mas por verdadeiro amor e uma boa dose de sangue futebolístico nas veias.
Meu pai Dulcidio desde menino, jogava nos campinhos de terra batida, com trave improvisada por chinelos e uma velha bola bem pesada de capotão. Era goleiro e era dos bons.
Descoberto por José Poy, profissional competente e referência na comissão técnica do São Paulo, como preparador de goleiros, ouviu conselhos que mudaram sua vida, e o tornou um ex goleiro de enorme talento, para um árbitro de futebol com inúmeras decisões de Campeonato. Jogos com decisões polêmicas e contestadas, mas com a decisão, humana, sem auxílio de tecnologia e de impressões virtuais. Gol era Gol. E futebol era raiz, decidido no olho, na experiência e na competência.

Mas a chance de ser árbitro, bateu mais forte no peito, e realmente se tornou um dos melhores e muitas vezes lembrado até hoje. Eu me emociono sempre!
Essa semana encontrei fotos bem amarelecidas numa revista, eu e meu pai, recebendo uma homenagem por ser o melhor árbitro da rodada.
Me contam casos curiosos, como os três tiros no vestiário, quando a torcida arrombou as portas que protegiam o arbitro, seus auxiliares e o representante da Federação e os torcedores querendo resolver no braço não estavam dispostos a conversar e sim, levar o assunto às vias de fato.
Em outra oportunidade ele parou a partida e desceu até o vestiário para ir ao banheiro.


Ou quando avisou os jogadores que não paravam de brigar e encenar faltas e se contorcer no gramado, para provocar e atrapalhar o andamento da partida, ele avisou, mas não se acalmaram, ele, Dulcidio, meu pai, não pensou duas vezes, pegou os cartões do bolso e amassou o amarelo, e com voz forte e bem poderosa, disse “Agora só o vermelho!” E a partida prosseguiu sem mais nenhum entrevero, não se ouviu um pio se quer. Juiz à moda antiga, penso que deve ser assim…
Finalistas para as Quartas da Libertadores, Palmeiras encara o River, Flamengo enfrenta Estudiantes, São Paulo encara seu maior algoz, o LDU. O famoso mata mata de 180 minutos.
Façam suas apostas e que ganhe o melhor, e é bom jogar, por que cada nova fase, a vontade de ganhar e de embolsar esse prêmio, ajuda muito os Clubes e promete pagar as contas e sonhar com investimentos.


As disputas não terminam por aqui, e sem querer penso em grandes ídolos que serviram na Seleção Brasileira, Garrincha, Pelé, Rivelino, Sócrates, Rai, Tostão, Branco, Romário, Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Cerezo, Piazza, Félix….sei que todos temos nossos favoritos, mas o futebol se modernizou com as tecnologias de ponta e os sensores de movimento, e GPS para monitorar o rendimento dos atletas, mas a originalidade e o futebol arte, não podem ser esquecidos. Futebol não é corrida, não disputa de revezamento, mas uma arte, de dribles geniais e defesas heroicas, que envolve paixão e respeito pelos clubes, pela camisa que veste, pelas agremiações que representam e pelos torcedores que dedicam a sua admiração e seu amor incondicional.
Até a semana que vem…..
Tudo de bom para todos!
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