Imagino como foi emocionante o encontro das gerações. Os grandes campeões brasileiros das Copas, sendo homenageados e almoçando com os atuais e jovens atletas convocados da nossa seleção.
Homenagear o passado enquanto ele está vivo, ser grato à histórias que não merecem ser esquecidas.
Mostrar aos jovens que a Camisa Amarela, foi muito bem defendida e que a Seleção Brasileira é gigante e com uma história incomparável.
Os jovens que ouviram de seus pais e de seus avós, com orgulho a trajetória desses heróis nas Copas do Mundo e marcaram suas escolhas para o futuro.
Antes cabia ao artilheiro a função de fazer gols, muitos e definidores da partida. Aos defensores a necessidade de guardar a sua defesa dos adversários.
Mas hoje, o futebol mudou muito e a saber, muita intensidade, imensa pressão, poucos toques, sempre de cabeça alta e atento ao colega que está em melhor posição, além da tecnologia…
Com ajuda de outros olhos que nem sempre são humanos, o que é falta? Às vezes não é, o que é gol, nem sempre é, pode até parecer, ter todos os “sintomas” mas depende da geometria ou será da cibernética? As linhas definem se o grito sai da garganta ou não.
E o lance de mão na bola, ou bola na mão?

O excesso de força, foi suficiente para a queda do atleta? Ou foi encenação essa de rolar pelo campo?
O fato é que cabe a todos os jogadores, a função de marcar pressão e serem coletivos, bem entrosados com os seus colegas e o técnico…
E o goleiro? Parece que ele é um estranho à tudo isso, sempre isolado, que vibra sozinho e encara o perigo de frente, sem tremer, e corre todos os riscos. Só parece!
Os goleiros também sofreram alterações e sensíveis.


É necessária a agilidade, a impulsão, habilidade de perceber o colega, na área adversária e mandar o melhor chute, ser atento e armar jogadas com sua defesa, passar instruções aos demais, fazer a famosa “catimba” para segurar o jogo, ser atento aos poucos segundos que pode reter a bola, cobrir a rede, com elasticidade, defender pênaltis com habilidade e conhecer os possíveis batedores de pênaltis do time adversário. Ser gigante é o mínimo que se pede.
Além é claro de conviver com a “maldição” de ser odiado, quando fizer suas melhores defesas, de impedir gols certos que vem com imensa força, contra sua rede, e o ataque é continuo, pelo alto, de rasteira, de barriga, de falta, de cobertura, de surpresa e ele não pode nem piscar. Se chover. …se o sol for escaldante…se jogarem copos de plástico, chinelos ou cigarros elétricos….se a mãe dele for mencionada com lembranças não muito agradáveis.
Ser goleiro, não parece ser bom, algo quase devocional, pois onde ele pisa até a grama não cresce!


Enfim, goleiro é goleiro e é bom que saiba, nem todos os dias serão flores, nem todos os dias elogios, mas sempre o tudo tão será suficiente, então se prepare!
Comento sempre sobre o início da carreira do meu pai, queria ser goleiro e acredite era muito bom, inclusive chamou atenção do José Poy.
Meu favorito sempre foi Emerson Leão que marcou uma época, com seu temperamento forte e grande determinação.
Alguns goleiros que são marca e referência por diversas gerações, são Lev Yashin (Aranha Negra), Félix, Taffarel, Gianluiggi Bufon, Manga, Dino Zoffi, Gilmar, Barbosa, Fábio, Oliver Kahn, Petr Cech…e muitos outros que definiram a arte de ser um excelente goleiro.
Aos queridos leitores
Até a semana que vem….
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