Gente grande, por certo! Gente bem grande!
Antes, bem antes, no tempo do Onça, o astronauta, o Doutor das Medicinas, o Doutor das Leis, o Inventor, o Bombeiro, o Carteiro, o Gerente de Banco, o Policial, e lá pelas tantas se dizia o Jogador de Futebol, que era oficialmente marginalizado, onde seu salário era pouco, e sempre visto de canto dos olhos.
Seu “escritório” era o campo, de grama natural e de terra batida, até alguns estádios “modernos” se vangloriavam por ter água encanada e vestiário para os atletas tomarem banho e trocar a muda de roupa, um feito! Uma queda de braço com o poder público e a iniciativa das empresas, até a conquista do clube e Prefeituras que se orgulhavam de tamanha façanha.
E o craque da equipe, recebia um apelido e distribuindo autógrafos em caderninhos colecionáveis como as figurinhas.
Eram todos bastante iguais, batalhando para disputar a Copa do Mundo e um pouco de visibilidade, que chegava em preto e branco, no jornal do Cinema, o Jornal 100.
O sarrafo era igual para todos….
E aqui troco de pato para ganso ou melhor para outro tipo de esporte, do futebol para o atletismo, o salto com vara…e como era emocionante, subir o sarrafo…lá vinha o atleta, superar a si mesmo, talvez um recorde de adversários que fossem de um país bem diferente e distante e se sentir engajado.
Um salto heroico para a fama.
Mas o salário ainda era baixo, o reconhecimento caminhava a passos lentos e patrocinadores um artigo de luxo.
Tomo a liberdade de mudar de ganso para pato….

E volto ao futebol, nos dias de hoje, onde as torcidas se movem barulhentas nos estádios incentivando, seus ídolos, que de temporada em temporada podem ser adversários confessos, de clubes rivais, com contratos milionários na mão.
O Gerson que era do Fluminense, foi da Roma, e se foi da Roma, foi do Flamengo também, e mesmo que a torcida tenha suplicado, para ele não sair do rubro negro, lá foi ele, para o Zênite, e mesmo com todo o gás que eles possam ter, o Gerson, retorna, agora para o céu todo Azul do pessoal de Minas Gerais, a peso de toneladas de bois e supermercados que pagaram em euros.
A maior transação da história do Futebol brasileiro até deixar de ser, afinal a janela de transferências e contratações vai até março. …e as águas de março, fecham o verão.
Marlon Freitas do Botafogo, agora é do Verdão, da tia Leila e do técnico Abel Ferreira.
O caso do Kaio Jorge, fica não fica, no Cruzeiro, cada dia tem um desfecho diferente, num dia, quase vai, mas acaba ficando, com o salário e um bônus bem rechonchudo.
O Hulk que era do Galo, agora não tem tanta força, entra técnico e sai dirigente, e o Hulk amarga o banco de reservas. Quem sabe o Fluminense possa ajudar!
O Gabriel Barbosa, era do Santos e foi Gabigol no Flamengo, até o Tite.


Mas se até as pedras se encontram o Gabriel foi para Minas, provar o pão de queijo, e não é que o Tite também foi? E o Gabriel voltou para o Santos, de carro, se pudesse iria até a nado, só para chegar antes!
O que eu quero dizer com tudo isso?
Estamos na área do esporte, onde se atribui que mente sadia, demanda corpo sadio.
Mas nessas transações tão gigantescas que eu particularmente não sei calcular, nunca fui boa com contas, esses valores fogem à compreensão.
Está certo….pode até estar certo, paga quem quer, e compra quem tem “garrafa” para vender!
Mas ….sempre existe o mas….e os outros, que não ganham pouco é verdade, mas nem perto desse emaranhado de cifras que fogem à lógica, e os seus salários são muito, mas muito menores, com a mesma responsabilidade, por que o futebol é um esporte coletivo, que depende de talento, disposição e dedicação. São 23 com mesma cabeça e empenho. Será? Parece perfeito no papel, mas estamos tratando com seres humanos, com talentos, carências e dependentes.
Será? Que os egos no vestiário podem se alinhar?
A série B, desce a pancada para vencer o adversário, por que desejam se sobressair.


A série C, vende o almoço, para comer a janta!
Não existe aqui nesse texto, exagero, mas uma realidade visível, o ano passado o Mirassol deu um baile no Campeonato e se classificou para a Libertadores, será que já não mapearam suas jogadas, não descobriram seus pontos fracos, não tentaram desmantelar sua grande conquista?
Estamos entre seres humanos ….
Então que comecem os Jogos! As disputas e os Campeonatos e comprem pipocas afinal os detalhes farão toda a diferença.
E como dizia Silvio Luiz, famoso narrador de inúmeros chavões. …”De Olho no Lance!”
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