Falou em série ou filme, cujo enredo possua mocinho e bandido, estou interessada em assistir.
Não importa se coloridos de preto e branco, ou besuntados de todas as cores do arco iris.
Filme é filme, série é série, e jogo de futebol é futebol de Copa do Mundo.
As coisas em grandes campeonatos tomam proporções estratosfericas, assim como essas de forma “suspeita” entrarão para os livros que John Grishman, num futuro bem próximo.
Por que existem palavras que entram numa frase como quem pede licença, mas outras arrombam a porta.
E o termo “Suspeito” pertence à segunda categoria.
É uma palavra curiosa, essa tal de “suspeito”.

No dicionário, significa apenas aquilo que desperta dúvida.
Mas qual dúvida?
Na vida real, costuma chegar acompanhada de uma sentença rebuscada e bem usada em filmes de suspense, com interrogatórios e tribunais.
Ao estilo americano, se é que vocês me entendem…
Basta pronunciá-la, em alto e bom som:
-Fulano é suspeito!
Pronto.
O julgamento já começou.
E na cena corre todo mundo para dar crédito às provas, irrefutáveis.
Se as testemunhas ainda nem apareceram.
Então, no caso específico dessa crônica, testemunhas, haviam em bandos barulhentos, e de olho em tudo.
As provas continuam certamente nos replays, que foram exibidos à exaustão.


Os fatos…?
Ah….os fatos saíram do estádio nos E.U.A, rodaram o mundo, foram se alojar no interior de São Paulo, e retornaram de imediato à “cena do acinte”.
Mas a reputação já saiu “cabisbaixa” pela porta dos fundos.
Sinal claro e evidente de que vivemos tempos em que a suspeita anda mais depressa do que a verdade.
A verdade costuma caminhar.
A suspeita corre.
E, nas redes sociais, ela voa.
E tão curioso é usar a palavra suspeito para as situações mais banais, do dia a dia…
Suspeito que o bolo ficou delicioso.
Suspeito que vai chover.
Suspeito que amanhã será domingo.


Suspeito que no natal teremos panettone.
Suspeito que o café de hoje ficou melhor que o de ontem.
Nesse caso o suspeito abriga a esperança
Mas no campo de futebol, diante de milhões de pessoas, de inúmeras nações, toda a experiência e bom nome no trato à bola, se desmanchou por um cartão vermelho.
Mesmo com a confirmação da equipe de tecnologia e o auxílio do VAR.
E na vida fora dos campos, certos carimbos secam mais depressa do que a tinta.
Imaginem então alguém realizando um sonho.
O de representar seu país.
O momento, ou um dos momentos mais esperados da vida, e para o qual se preparou, cumprindo ordens, tomando decisões, estudando e se qualificando física e emocionalmente e sair disso tudo como “suspeito”.
O que torna a frase famosa…”Contra fatos não há argumentos”, um enorme contra-senso.
Existem sim argumentos que pesam e pesaram como uma guilhotina.
E os fatos, uma longa folha de boas referências, experiência comprovada, nome respeitado na área, um profissional que pertence aos melhores torneios de futebol do mundo, um exemplo para os jovens que pretendem ingressar na profissão. ..e do nada!
Ou do tudo!
A página foi marcada, “suspeito”.


E a partir daí não se discute mais o lance, nem mesmo o cartão, vermelho.
Discute-se o caráter.
Hipóteses em vereditos
Palavras em cicatrizes.
E quando pronunciada sem responsabilidade, costuma ser o fim de muitas reputações.
Tomara, mas de verdade mesmo, tomara, que esse imbróglio profissional e diplomático se resolva da melhor maneira possível, respeitando o homem que ousou sonhar com uma Copa do Mundo e poder representar sua nação, sua habilidade no exercício da profissão, sua honra e sua seriedade que o precede.
Mesmo antes, bem antes que a águia pudesse apenas suspeitar, sem conhecer.
Sobre o Brasil como esquadrão, como a maior Seleção de Todos os tempos, essa não desembarcou nos E.U.A, não sei o que aconteceu….
Deve ter ficado nos arredores da Granja Comari, aguardando a hora do embarque, esperando o avião fretado, a ida até a C.B.F, para ler os nomes de todos os heróis do passado, estacionado entre os holofotes que preferiu não ver, sentado nas arquibancadas festivas dos estadios pelo Brasil, escutando os burburinhos dos torcedores que acenam e gritam o nome de cada um dos novos heróis, talvez esperando a entre safra, aguardando que seu nome não pegue Brasa e nem que sua camisa vire vermelha.
Tomara que o Brasil reencontre o caminho.
Até breve!
Queridos leitores!
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