Eles se encontraram como quem retorna…
Não a um lugar, mas a um sentimento.
Como se o tempo não tivesse passado…
Velhos amantes.
Olhos que se reconhecem antes mesmo do toque.
Silêncio confortável, cheio de memórias que não precisam ser ditas.
Ela… com lábios cor de vinho, cor do querer.
Ele… com o olhar de quem já viu o mundo e ainda assim escolhe ficar.
Era noite, e fazia frio.
Cobertores, a pele, as sensações e aquela intimidade que só os anos ensinam.
Namoraram sem pressa.
Beijaram como se fosse a primeira vez…
Mas com a segurança de quem já sabe exatamente onde mora o desejo.
Ali, naquele quarto, cabia um ninho.
Riso, ternura… e uma cumplicidade que só amadurece com o tempo.
Falaram pouco.
Os olhares disseram tudo.
Brindaram com vinho — não à juventude, mas à coragem de recomeçar.
Não havia promessas, havia presença.
E isso era o bastante.
Velhos amantes.
Novos tempos.
Um amor que conhece o caminho…
e mesmo assim, escolhe se perder outra vez
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