Passei o Carnaval trabalhando. E, confesso, pela primeira vez me peguei ansiosa para o feriado acabar logo. Contando os dias, quase as horas. Um sentimento estranho para uma data que, para a maioria das pessoas, é sinônimo de pausa, descanso ou pura folia.
Mas não foi tristeza. Muito menos frustração. Trabalhei feliz.
Talvez porque eu saiba — e veja de perto — que enquanto uns descansam, sempre tem alguém garantindo que tudo aconteça. Pessoas trabalhando para aumentar a renda, para organizar a vida, para pagar uma viagem futura, para viabilizar o descanso de outros. Em São Paulo, então, isso é quase regra: a cidade não para porque os sonhos também não.
Enquanto muitos estavam curtindo blocos ou descansando, tinha gente planejando, vendendo, organizando, fazendo conta, criando oportunidade. E eu estava ali também. Não fora da festa, mas em outro ritmo. No meu.

O mais curioso foi perceber que, mesmo desejando o fim do feriado, eu não queria estar em outro lugar. Trabalhar nesses dias me deu uma sensação boa de propósito, de construção. Talvez maturidade. Talvez só a consciência de que cada fase da vida pede um tipo diferente de Carnaval.
Nem todo mundo viveu esse feriado do mesmo jeito. E está tudo certo. Porque descanso também é privilégio. E trabalhar, quando faz sentido, é escolha.
No fim das contas, meu Carnaval foi menos confete e mais planilha e, surpreendentemente, isso também me deixou leve. Porque, às vezes, a maior folia é saber que você está caminhando para realizar mais um sonho. Quem sabe rola um bloquinho semana que vem. São Paulo, né? Então um beijo e até o próximo Check-in da Lau.
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