O que dá para concluir dos últimos dados da JLL é que, sim, a crise da pandemia finalmente ficou para trás. O setor hoteleiro brasileiro retomou o fôlego, superou os níveis pré-2020 e voltou a ser um dos mais aquecidos do mundo. Em 2024, o RevPAR dos hotéis — que mede a receita por quarto disponível, resultado da combinação entre taxa de ocupação e valor da diária — cresceu 16%. Nos resorts, o avanço foi ainda maior: 33%.
É um ótimo sinal. O turismo se recuperou, as pessoas voltaram a viajar e os hotéis estão operando com margens mais saudáveis. O uso de tecnologia, gestão mais eficiente e a valorização de experiências completas — especialmente nos resorts — mostram que a hotelaria brasileira vive uma nova fase, mais madura e profissionalizada.
Mas há um ponto que me chama atenção: esse crescimento vem, de fato, de um aumento na ocupação ou do reajuste nas diárias? A pesquisa mostra que o preço médio subiu em vários segmentos — no premium, as diárias chegaram a R$ 1.320, e no intermediário, o aumento foi de 23%.

Ou seja, o viajante sente essa “nova fase” no bolso. Tenho falado bastante aqui na coluna sobre o alto custo de viajar pelo Brasil, e esses números reforçam a sensação de que a recuperação do setor também veio acompanhada de um encarecimento das hospedagens.
O lado bom é que o mercado está aquecido, e isso costuma gerar mais oferta, inovação e competitividade. A esperança é que, com o tempo, essa equação entre rentabilidade e acessibilidade se equilibre — e que viajar volte a ser prazer, não planilha.
Então um beijo e até o próximo Check-in da Lau.
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