Michelle Figueiredo: Transtornos alimentares

Michelle Figueiredo: Transtornos alimentares

Transtornos alimentares (TA) são doenças psiquiátricas, que causam imenso sofrimento e prejuízos físicos e psicológicos.

 Ao contrário do que se acredita, não são estilos de vida, mas doenças graves que, uma vez negligenciadas ou não diagnosticadas adequadamente, podem comprometer os hábitos de alimentação de um indivíduo e sua saúde mental.

O excesso de exposição incentivado pelas redes sociais e o culto a padrões de beleza que se transformam, mas continuam a serem impostos às novas gerações, despertam as sensações de cobrança, inadequação e baixa autoestima na sociedade, especialmente em jovens, suscetíveis ao desenvolvimento desses transtornos.

Resultantes de uma combinação entre fatores genéticos, psicológicos, comportamentais e sociais, os distúrbios relacionados à alimentação são mais recorrentes em mulheres jovens, mas também podem ser apresentados por homens e por pessoas de diferentes faixas etárias.

Anorexia

Pessoas que apresentam a doença têm a percepção afetada sobre sua imagem corporal (dismorfia) e buscam a magreza extrema, acreditando que estão acima do peso e criando um controle obsessivo sobre o quanto comem, a fim de que emagreçam cada vez mais.

Sintomas como o medo exagerado de ganhar peso, a restrição alimentar e o hábito de pular refeições ou de evitar comer socialmente podem caracterizar quadros de anorexia, um transtorno capaz de levar um paciente à desnutrição.

Com o avanço da doença, indivíduos do sexo feminino podem desenvolver problemas menstruais e hormonais e, em ambos os sexos, são comuns também anemia, perda de massa muscular e aparecimento de lanugo, pelos finos que crescem pelo corpo como proteção térmica. Muitas jovens anoréxicas costumam se automutilar se cortando por punição.

Bulimia

O transtorno se apresenta naqueles que alternam episódios em que comem compulsivamente com ações que visam a induzir a perda de peso, como provocar vômito, aderir a dietas restritivas, ingerir laxantes e praticar exercícios físicos de forma exagerada. Costumam ser pessoas com peso e aparência normais, o que tornam os casos mais silenciosos para aqueles que convivem com bulímicos.

O agravamento desta doença pode desencadear problemas gastrointestinais, sensibilidade nos dentes provocada pelos episódios constantes de vômitos e inflamações na garganta e no esôfago.

Ortorexia

Menos conhecida entre os transtornos alimentares, a ortorexia é uma condição decorrente da preocupação excessiva com a ingestão de alimentos saudáveis e do controle sobre os hábitos nutritivos, cada vez mais propagados em redes sociais.

É comum que o indivíduo com ortorexia elimine de sua rotina grupos alimentares, tenha perda de peso excessiva e evite comer socialmente, já que pode se recusar a consumir refeições que não foram preparadas de acordo com suas restrições.

Compulsão Alimentar

Quem apresenta o distúrbio perde o controle sobre aquilo que se alimenta e frequentemente relaciona o ato às suas emoções. Nesses casos, o indivíduo tende a comer grandes quantidades, ainda que não esteja com fome, em períodos curtos.

Os episódios desse transtorno, ademais, costumam serem seguidos de sensações como culpa e raiva. É frequente que quem apresenta essa condição esteja acima do peso, já que não costuma tentar eliminar aquilo que comeu a partir de compensação, como quem apresenta bulimia. Não à toa, a compulsão alimentar colabora para o aumento de casos de obesidade.

Vale ressaltar que a obesidade não se trata de um transtorno alimentar, mas sim uma condição clinica, sendo implicada por um conjunto de fatores genéticos, fisiológicos, comportamentais e ambientais que variam entre os indivíduos.

Se o ato de comer está te causando ansiedade ou algum sofrimento e prejuízo, procure ajuda! Não é saudável ter descontrole com alimentação, medo de comer, contar calorias que você ingere e gasta.

Vigorexia

Vigorexia é uma doença psicológica caracterizada pela preocupação constante em não ser suficiente musculoso. O transtorno também é chamado de Dismorfia Muscular e Anorexia Nervosa Reversa.

Megarexia (Fatorexia)

O oposto da anorexia chama-se Megarexia. Por apresentarem a dismorfia (imagem distorcida do corpo), indivíduos obesos se olham no espelho e não tem consciência da sua obesidade, portanto se veem mais magros e continuam com hábitos alimentares pouco saudáveis.

Tratamento

Embora cada distúrbio apresente seu quadro e sintomas específicos, todos têm em comum  situações de insatisfação com a imagem corporal, baixa autoestima e problemas nutricionais. (exceto a megarexia que o indivíduo se satisfaz com sua imagem distorcida da real e continua se alimentando mal).

Para tratá-los, é essencial que os pacientes busquem auxílio médico, com monitoramento, e sejam acompanhados por uma equipe multidisciplinar, que reúna também um nutricionista para readequação de hábitos alimentares e terapeuta para realização de terapia de fala ou psicoterapia, a fim de tratar física e emocionalmente a origem do problema. (terapia cognitiva comportamental tem sido bem acolhida).

Acima de tudo, para que seja feita a reabilitação de uma pessoa com transtorno alimentar, é aconselhado o acompanhamento da família, a qual costuma sofrer com o paciente, a fim de que todos compreendam a gravidade da doença e a combatam unidos, a partir de diálogo com transparência e de ações que motivem o paciente a se recuperar.

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Michelle Figueiredo

Michelle Figueiredo

Michelle Figueiredo, psicanalista e poliglota atuando online no Brasil e exterior, Bacharel em Direito, com MBA em Marketing pela ESPM/ SP e Pós-graduada em Psicanálise Clínica pela Faculdade Metropolitana /SP. Descendente de europeus, mais precisamente holandeses, alemães e italianos. Desde criança manifestava interesse em falar outro idioma e conhecer o mundo. Aos 8 anos de idade começou a aprender inglês e aos 17 anos falava fluentemente. Foi uma adolescente que desejava conhecer o castelo de Versailles ao invés da Disneyworld. E isto foi concretizado no primeiro intercâmbio pela Europa, onde pode vivenciar o que estudou nos livros de história e artes, realizando este sonho de conhecer Versailles, falando o inglês britânico no Reino Unido, andando pelas ruas de Londres, Paris etc. Viveu experiências incríveis com outras pessoas e outras culturas. Realizou diversas viagens pela Europa, pelas Américas e pelo mundo (intercâmbios e entretenimento). Aprendendo outros idiomas como italiano, espanhol, francês e alemão. Assim para ela “o mundo é pequeno” quando se fala outros idiomas. Com o direito tive experiências profissionais, no âmbito civil e criminal. Interessava muito a criminologia e a psicologia forense, onde cogitou ser Delegada Federal. Mas foi no Marketing, que viu uma grande oportunidade, já que tem facilidade de comunicação, liderança e muita criatividade no sentido de inovar de acordo com as tendências atuais. Durante a pandemia e depois de ter morado na Europa entre 2019 e 2020, uniu as experiências internacionais, com a facilidade de se comunicar vinda do Marketing, e juntamente com a expertise em psicologia forense vinda do Direito. Assim, nasceu a Psicanalista, com uma imensa vontade de ajudar as pessoas a superarem seus traumas, crenças limitantes e buscarem seus objetivos com segurança e equilíbrio, num mundo repleto de oportunidades para os que querem realmente fazer a diferença.
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