Priscila Santini: Tecidos que protegem contra os raios UV

Priscila Santini: Tecidos que protegem contra os raios UV

De origem australiana, precisamente em 1996, a fabricação de tecido com proteção solar foi desenvolvida como um método para reduzir os índices gravíssimos de problemas dermatológicos ocorridos no país.

O Brasil segue a norma ARPANSA, a Agência Australiana de Proteção à Radiação e Segurança Nuclear, que foi responsável por desenvolver uma regra que permitisse a medição do FPS dos tecidos, variando entre 30, 40, 50 ou mais.

A TECNOLOGIA

Enquanto os tecidos sintéticos, feitos de fibras de poliéster e poliamida, são fabricados com fios à base de dióxido de titânio, os de algodão recebem um aditivo fotoprotetor que é incorporado ao processo de beneficiamento. Seria um banho, após a tinturaria, para complementar o bloqueio da passagem dos raios nocivos. Trata-se de um banho químico aquoso que reforça os níveis de proteção de um tecido.

Quanto mais seco, maior a proteção. A água presente nos espaços livres da fibra do tecido o torna mais permeável aos raios, diminuindo assim a capacidade de proteção.

No momento que vestir a peça com proteção UV, o efeito é imediato.

OUTRA SAÍDA

Por ter um custo alto no mercado que impede uma ampla utilização, outra saída é usar roupas de tecidos sintéticos de cor escura, pois são uma barreira solar, ainda mais com trama mais fechada. Se for olhar o tecido e passa claridade, esta passando luz solar. Roupas claras e de algodão, apesar de serem confortáveis e refrescantes, deixam passar 10% dos raios ultravioletas. Sem deixar de usar protetor solar , sombrinha, boné...

CUIDANDO DA ROUPA

No caso dos sintéticos, a substância é inserida nos fios e mesmo após várias lavagens o produto não sai. Por outro lado, no tecido natural, feito um banho, existe uma limitação de lavagens entre 40 a 50 vezes.

Para ter uma ação prolongada deve ter os devidos cuidados, como não lavar a peça com alvejantes químicos, secar na sombra, não guardar molhada. A proteção dura também quando a peça esta inteira, sem rasgo, furos e desgaste.

Pode ser encontrado em diversos tipos de peças.

Concluíndo, é super válido investir nesse tipo de tecnologia, principalmente se você está com frequência em ambientes ao ar livre ou ensolarados.

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Priscila Santini

Priscila Santini

Sou formada em Desenho Industrial e seguindo no ramo têxtil, sou pós-graduada em Engenharia têxtil com foco em tecidos tecnológicos. Extrema familiaridade com o mundo dos esportes (sou atleta e filha de atleta); boa bagagem em tecidos técnicos, modelagens, anatomia e do universo activewear e sportwear. Falaremos do corpo trabalhando com tecidos em ambientes diferentes, mundo dos tecidos tecnológicos e o que podemos encontrar no mercado nacional. tecnológicos e o que podemos encontrar no mercado nacional. E prometo não fazer textos longos e chatos.
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