Envelhecer não é fácil. O processo envolve, muitas vezes, a perda da saúde, de mobilidade, de independência; perda de amigos e parentes; perda do nível de vida. É preciso ser resiliente e adaptável. A tarefa é complexa para qualquer pessoa, mas para os idosos pode parecer quase insuperável. Toda ajuda disponível, nesses momentos, se faz necessária.
Para quem convive ou cuida de idosos, existem alguns sinais que podem indicar problemas de saúde mental:
●Mudanças bruscas no humor, nos níveis de energia e no apetite
●Agressividade, irritabilidade ou raiva frequentes
●Dificuldade de se concentrar ou de se lembrar de fatos
●Dificuldade de adormecer (ou dormir demais, não tendo vontade de levantar-se da cama)
●Uso maior de medicamentos, álcool ou cigarro
●Sentimento exacerbado de culpa ou de falta de valor
●Aumento de dores de cabeça, dores estomacais ou desconfortos no geral
Sabe-se que sintomas de ansiedade e depressão são mais comuns em pessoas que:
●possuem problemas de saúde crônicos, como doenças cardiovasculares ou câncer,
●pacientes que estão com limitações de movimento;
●em quem tem problemas de sono.
Todos esses fatores, infelizmente, são bastante comuns conforme se envelhece, e não é à toa que muitos velhinhos não possuem uma boa saúde mental. Ainda assim, há pontos que contrabalanceiam estas questões.
Dicas para uma velhice com a saúde mental fortíssima
Apesar dos desafios que a terceira idade impõe, é possível curti-la de maneira simples, leve e saudável, tanto para o corpo quanto para a mente.
Existem alguns hábitos que, comprovadamente, ajudam a melhorar o bom humor e manter a mente afiada, especialmente conforme se envelhece. Confira-os abaixo:
1)Aproveite a natureza: uma das ‘vantagens’ das idades avançadas é a aposentadoria, com mais tempo livre no dia a dia. Caso o idoso consiga se movimentar, uma dica é aproveitar o sol e passear ao ar livre, especialmente em zonas verdes ou próximas à natureza. Pesquisas indicam que até mesmo ouvir o canto de pássaros ajuda a reduzir os sintomas de ansiedade e de depressão. A vitamina D gerada pelo sol faz um bem enorme para a saúde, assim como o exercício físico envolvido na caminhada.
2)Aproveite os amigos: ter companhia é um dos fatores mais importantes para a saúde mental. Poder compartilhar momentos, memórias e situações com colegas e amigos aprimora o bem-estar, tanto físico quanto mental. Pesquisas indicam que idosos solitários são mais propensos a diversos problemas cognitivos, como demência, e apresentam índices gerais de saúde piores do que a média.
3)Estimule a cabeça: uma velhice na frente da televisão é sinônimo de problemas de saúde mental! Conforme se envelhece, aumenta a relevância de participar de atividades mentais diversas e recorrentes, a fim de estimular o cérebro e manter-se ativo por longos anos. Não basta apenas ler e se informar – é necessário, também, tentar aprender algo novo, como cozinhar, um idioma, tirar fotos, realizar atividades manuais. Não basta apenas ter a companhia de parentes em casa – é importante também conversar com novas pessoas, reencontrar amigos, participar de grupos. Quanto mais variado for o ‘cardápio’ de atividades intelectuais, melhor para a mente e o humor.
4)Estimule o corpo: qualquer atividade que o idoso possa fazer é de grande valia para a saúde. Movimento é sinônimo de um corpo mais saudável, assim como de uma mente fortalecida. Seja uma caminhada, seja um exercício físico leve ou até mesmo tarefas quotidianas do dia a dia, elas ajudam a manter músculos ativos, melhoram o equilíbrio, aumentam a disposição, os níveis de energia e o apetite, favorecem um bom sono e melhoram o humor, assim como reduzem os níveis de depressão e de ansiedade.
Cuide de todos os aspectos da saúde:
como vimos acima, um dos fatores de risco para a depressão é ter uma doença crônica. Para boa parte das mais comuns – como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares –, manter bons hábitos de vida é uma medida preventiva de grande impacto. Mesmo na velhice, manter-se ativo, alimentar-se bem, dormir bem e realizar consultas médicas regularmente são formas de o corpo permanecer jovem, vivo e contente por mais tempo.
Acima de tudo, é bom reforçar que problemas de saúde mental, como a depressão, não são uma consequência do envelhecimento! São, isso sim, condições de saúde que podem ser prevenidas e tratadas, assim como quaisquer outras doenças que afetam essa faixa etária.
Caso perceba que um idoso perto de você está passando por momento difíceis, busque escutá-lo e estimule o diálogo. Uma das partes mais importantes do cuidado com a saúde mental é convencer o idoso a conversar sobre o assunto. Encoraje-o a pedir ajuda, a se abrir. Isso é muito importante.
A saúde mental em idosos pode ser fortalecida, muitas vezes de maneira surpreendentemente rápida. Pessoas próximas e, especialmente, profissionais de saúde podem ajudar nesse desafio. Tratamentos variam de pessoa para pessoa, e podem envolver medicamentos, terapias, mudanças nos hábitos de vida ou simplesmente uma boa e profunda conversa. É necessário dar aos idosos a perspectiva de que existe conhecimento, tecnologia e suporte hoje em dia para que eles possam viver uma velhice plena, superar os desafios da idade com sucesso e ter a melhor qualidade de vida possível.
A velhice é um momento especial na vida. Aproveitá-lo com qualidade – e, sempre que possível, também com felicidade – deve ser um objetivo de todos nós.
O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 é: “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”.
Estudo mostra que o país dobrará o número de idosos em 25 anos, enquanto AVC, Alzheimer e hipertensão crescem mais rápido que a estrutura do sistema de saúde.
Psicóloga clínica formada desde 2001, com ampla experiência em saúde mental, Psicopedagogia e Recursos Humanos. Atuo com crianças, adolescentes e adultos em atendimentos psicológicos online e presencial, com escuta ativa, acolhimento e abordagem ética, focada em resultados reais.
Atendo demandas emocionais diversas — desde questões relacionadas à ansiedade, autoestima e conflitos interpessoais, até quadros mais complexos envolvendo transtornos mentais, neurodivergências e sofrimento psíquico.
Tenho vivência com crianças com autismo, TDAH e outros transtornos do desenvolvimento, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também à família, por meio de um olhar psicopedagógico e clínico integrado.
Minha experiência em RH (Recrutamento & Seleção, Treinamento, Gestão de Negócios) me proporciona uma escuta diferenciada também para adultos com estresse ocupacional, burnout e conflitos no ambiente de trabalho.
Público que atendo:
Crianças e adolescentes com ou sem diagnóstico
Adultos em sofrimento emocional ou em busca de autoconhecimento
Famílias que precisam de orientação psicológica e psicopedagógica
Profissionais em crise, burnout ou transição de carreira
Diferenciais da minha atuação:
Mais de 20 anos de experiência clínica e institucional
Visão integrada: Psicologia Clínica + Psicopedagogia + RH
Atendimento online e presencial, com ética, escuta empática e compromisso com a transformação
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