Cecilia Telles: Porque pensamos e escrevemos

Cecilia Telles: Porque pensamos e escrevemos

Pensar - Escrever... Porquê escrevo?

Hoje quando pensei em escrever me fiz estas perguntas. Na verdade, são reflexões sobre minha motivação. Não escrevo por obrigação, mas por prazer. É uma forma de organizar as coisas que ficam em mim, na minha cabeça, como se diz.

 Não sou uma escritora. Não posso afirmar que gostaria de sê-lo, mas escrever é uma forma de pôr para fora as coisas que se passam na minha cabeça.

Quantas coisas fazemos porque somos obrigados: ...temos uma casa, uma família, um trabalho e essas coisas nos trazem obrigações, com elas temos então coisas a fazer.

Agora, escrever não. Não sou escritora profissional, não preciso escrever por obrigação. No entanto, gosto de fazê-lo. Às vezes sinto necessidade de pôr no papel aquilo que se passa em minha cabeça. Como agora!

Por que estou escrevendo isso? Talvez seja um desabafo, uma forma de organizar os pensamentos, olhar para dentro de mim e ver como estou lidando com as coisas de minha vida.

É preciso refletir sobre o que nos acontece, sobre o que precisamos fazer, sobre o nosso trabalho, sobre como queremos viver e o que é necessário fazer para que seja como desejamos. É preciso parar para pensar naquilo que queremos e como podemos conseguir.

Não estou falando de coisas materiais- trabalho, estudo, dinheiro- isso é importante, sim, mas estou falando de auto-conhecimento, de conhecer e entender os sentimentos e o modo que queremos ser para nós mesmos e, consequentemente, como queremos que os outros nos vejam. Sim, acredito que é por isso que precisamos “de um tempo para pensar”.

Quem nunca disse isso? Acredito que todos nós, em algum momento, dissemos isso. Porquê?

É isso: Porque precisamos pensar em quem somos, como somos, porquê somos assim, como queremos ser, como queremos que as pessoas nos vejam e o que precisamos fazer para ser assim.

E é isso que nos faz refletir em nossa vida, no que buscamos. Assim caminhamos, nos descobrindo e modelando de acordo com o que desejamos.

Isso é que leva ao nosso crescimento interior.

E isso ajuda a colocar em ordem nossos pensamentos. Escrever sobre isso que pensamos também nos ajuda a nos organizar internamente e clarificar o que estamos vivendo, sentindo, fazendo.

É isso.

Maria Cecilia Queiroz Telles

**O conteúdo e informação publicado é responsabilidade exclusiva do colunista e não expressa necessariamente a opinião deste site.

Imagem: Freepik

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Cecília Telles

Cecília Telles

Cecília Telles é Psicóloga e Psicanalista ( CRP/06-2238) formada pela Faculdade de Psicologia da Universidade São Marcos, com Licenciatura, Bacharelado e Formação do Psicólogo.(1976). É especialista em Psicoterapia para Adolescentes e Adultos – no NEPP- Núcleo de Estudos em Psicologia e Psiquiatria (1979) É especialista em Psicanálise Lacaniana – Escrita Freudiana, USP, EBP-SP, CLIPP desde 1987. Faz atendimento a pacientes com problemas em Álcool e Drogas e em psicanálise na linha lacaniana. Dentre suas atuações, destaca-se: Professora FMU-Faculdades Metropolitanas Unidas (de 1979 a 1986) nos cursos de Psicologia e Pedagogia. Diretora- presidente do CEAF- Centro de Estudos e Assistência à Família, onde atua também como coordenadora de grupos, organiza e ministra aulas em cursos de formação de coordenadores (1989 a 1995). Psicóloga e Psicanalista voluntária, no CAPS-AD de Itatiba. 2012 a 2016. Em paralelo, atua como psicóloga clínica e/ou psicanalista, em consultório, com crianças, adolescentes, adultos, famílias e casais. Além de atendimento àpessoas com problemas com álcool e drogas, como também, pessoas que querem emagrecer e não conseguem. Além de também atender online em terapia breve ou orientação pontual.
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