“Mata Mata” é uma dessas palavras que identificam o futebol, acho que não cabe muito bem fora dele, não é mesmo?
No futebol, o significado é valoroso e muito esperado pelo torcedor apaixonado.
Indica que essa é a hora que separa os “homens dos meninos” e que não existe amanhã para quem perder.
É ganhar ou ganhar!
É avançar ou voltar para casa. É olhar para o adversário e saber que depois daqueles noventa minutos ou cento e vinte, ou depois dos pênaltis, alguém continuará respirando na competição e alguém ficará pelo caminho.
E mexe com as estruturas, antes mesmo do gramado, do campo de futebol, envolve as diretorias, as torcidas organizadas, a história do Clube, o investimento, o lucro tão necessário em época de Crise!
Acontece nas salas de reunião, nos departamentos financeiros, nos boletos vencidos, nos salários que precisam ser pagos, nos contratos que precisam ser cumpridos, nas contas que não fecham, nas torcidas que cobram e nos jogadores que apesar de tudo, precisam entrar em campo.
Os atletas que percebem tudo, sabem o
que acontece nos bastidores mas dão entrevistas que “estão blindados,” acho difícil acreditar.
Mas o futebol….essa magia toda, ferve nas veias, acelera o coração, a conquista, a Taça, a rivalidade que mexe com o país e acontece uma coisa extraordinária.
O árbitro apita. A bola rola.
E por alguns minutos, as dívidas ficam do lado de fora. O jogador veste a camisa. E a camisa começa a pesar. Não é apenas tecido. Nunca foi!
Camisa de Futebol carrega história! Carrega Sonhos!
Nesta semana, o futebol nos ofereceu três retratos diferentes desse mesmo, “mata mata”.
O Corinthians foi à Argentina enfrentar o Rosário Central pelas oitavas de final pela Libertadores da América.
Um Brasil e Argentina no módulo raiz, com tensão, com brigas, bate boca, expulsão e um ato de racismo denunciado.
Uma noite de sobrevivência.
Sobrevivência, talvez seja a melhor definição da realidade do Corinthians atualmente
Com uma divida impagável.
Isso também aconteceu na Vila Belmiro com duas assistências de Neymar.
Gol do Gabigol e uma vitória de 2 a 1 sobre o Macará, do Equador.
E isso me leva ao São Paulo.
O tricolor enfrentou a altitude de La Paz e o time do Bolívar, e saiu de lá com um empate por 1X1, com gol de Arboleda.
No “mata mata” nada está encerrado antes da hora.
E o São Paulo, passa por problemas financeiros piores que a altitude.
A solução de momento, que eles colocaram em prática foi a contratação de atletas com menor impacto financeiro e sem custo de transferência.
Cada um dos clubes:
São Paulo tricampeão Mundial de Clubes, Santos que foi o “berço” do Rei Pelé e se tornou uma referência como descobridor de jovens talentos
O Corinthians que possui a torcida mais apaixonada do Brasil, ou como dizem por aí a Torcida que é a dona de um Clube.
É nesse momento de “mata mata” tão especial existe no ar o cheiro de gol e gosto de decisão
E talvez a vida também seja assim também
Existem momentos que a gente não acredita e sem forças.
Existem dias que a cabeça não funciona
Talvez um desânimo diante da altitude, ou a quantidade de boletos vencidos
Mas eu posso dizer a vocês que “entrem em campo”!
Não porque estão preparados
Não por que tenham certeza da vitória
Mas tem uma enorme torcida que vibra, que torce, que veste a camisa e senta na arquibancada como se fosse mais um em campo.
Quando a bola vem perigosamente com alvo determinado a torcida toda defende com os olhos, com gestos e acredito que até ajuda a assoprar o perigo para longe.
Obrigada queridos leitores
Parabéns à vocês por estarem aqui quando completamos dois anos de puro amor pelo futebol
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