Nessa quinta feira, dia 5 de fevereiro, no Estádio da Neo Química Arena, todo mundo veio e não era o vento e nem a chuva que ia tirar essa gente do bom caminho, afinal, era um encontro desejado.
O Bando de Loucos, cujo “O Passado é uma Bandeira e o Teu Presente uma Lição” precisava ver os Campeões e abraçar a Taça e não é que todos vieram? E a Taça realmente seguiu de coração, para coração com muita emoção e muitas fotos para documentar o feito. E até beijo e alegria sem parar. Nessa torcida que possui um time!
Tudo comecou Quando o Corinthians nasceu, em 1º de setembro de 1910, no bairro do Bom Retiro, São Paulo ainda era uma cidade que aprendia a crescer e o futebol era quase um segredo guardado entre operários, trilhos de trem e sonhos humildes.
O clube nasceu pobre, mas nasceu gigante, porque nasceu com o símbolo do povo, que não abandona nunca, de jeito nenhum.
Não veio das elites, veio das ruas, dos trabalhadores, das mãos calejadas que acreditavam que a bola poderia ser também uma forma de dignidade.
Desde então, o Corinthians atravessou décadas como quem atravessa tempestades: com quedas, com glórias, com dores que viraram identidade. Por que essa é a marca do povo que ama de verdade, que veste a camisa, que sabe o que significa paixão. Vieram os títulos paulistas históricos das décadas de 20 e 30.
E a mais esperada vitória em 1977, com o gol suado, impaciente, ansioso, de Basílio, que soltou o grito que morava no peito de milhões de corinthianos. Jogo inesquecível contra a Ponte Preta.
E aí só alegria, quando menos se espera, estão todos prontos para gritar, torcer e dar exemplo de pura dedicação.

Mas o Corinthians nunca foi apenas troféu. O Corinthians sempre foi sentimento. Sempre foi a certeza de que a camisa pesa porque carrega milhões de histórias.
E esse espírito voltou a se manifestar neste último domingo, quando 200 ônibus de torcedores seguiram cantando e acreditando no impossível. Vencendo os mais que favoritos, que entraram em ritmo de festa, e o Corinthians em ritmo de guerra!
O Timão ergueu mais uma taça nacional. Em Brasília, diante de mais de setenta mil torcedores, o Corinthians venceu o Flamengo por 2 a 0 e conquistou a Supercopa do Brasil de 2026, reafirmando sua tradição de decidir e vencer jogos grandes. Em jogo de raça, de estar totalmente focado e olha que precisa mesmo, por que as coisas não estão bem, essa torcida é testada dentro e fora do campo.
Os gols, comemorados como se fossem capítulos de uma velha epopeia corinthiana, mostraram que a história continua sendo escrita geração após geração.


E, como se o destino quisesse lembrar que o futuro também mora no Parque São Jorge, o jogo seguinte apresentou um Corinthians ainda mais simbólico: jovem, ousado e formado por seus próprios meninos. Na partida mais recente do Campeonato Paulista, a equipe entrou em campo com muitos atletas da base — os chamados “Filhos do Terrão” — e venceu o Capivariano por 3 a 0, com gols justamente de jovens formados no clube.
Não foi apenas uma vitória. Foi um sinal.
Sinal de que mais corinthianos nascem e crescem com a força dessa nação.
Um amor que é quase tese de Doutorado, um desses casos que não se explica. Como explicar um poropopó? Como explicar uma torcida que ama e perdoa? Um bando de doidos que gritam muito mais alto se a rapaziada perde o rumo em campo? Como explicar que se vive relação de ódio com o Yuri Alberto, tal qual pai e filho que sabe de seu potencial?
O Corinthians que nasceu do povo continua confiando no próprio chão.
Há algo profundamente corinthiano nisso: ganhar um título nacional num domingo e, poucos dias depois, colocar garotos da base em campo como quem diz ao tempo que a tradição não envelhece, ela se renova.
Porque o Corinthians nunca foi um time de descansar em berço esplêndido.


Aquela vida bem brasileira de pagar contas e o mês acabar mais cedo.
Time dos meninos que sobem do terrão, e traz a família toda que já sonharam com tudo isso, na noite de Natal.
Corinthians da arquibancada que canta antes do apito inicial, da fé que insiste mesmo nos anos difíceis.
É por isso que sua história não pode ser contada apenas pelos campeonatos vencidos, mas pela capacidade permanente de acreditar Sempre!
E assim segue o Corinthians, mais de um século depois,um clube que carrega o passado nos ombros, celebra o presente com raça e constrói o futuro com seus próprios filhos — como se cada geração fosse apenas mais um capítulo de uma mesma e interminável paixão preta e branca.
Parabéns Corinthians!
Parabéns essa gente brasileira que Acredita!
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