Vou começar com enorme spoiler, o único disso tudo que não é tolo, é o torcedor!
O torcedor fiel! Que marca na folhinha cada dia de partida de seu time.
Que esquece até de si mesmo.
Que compra ingresso e desafia espaços, reserva um pouco do quase nada que sobra do salario por uma tarde /noite junto ao seu clube do coração,
Que ensina aos filhos o nome do time, antes mesmo de ler e escrever,
Que não se importa por chuva, distância de terra e mar ou sol escaldante.
Aquele que acompanha de olhos bem atentos e não se ilude por craques milionários, por salários absurdos que afrontam a sociedade, pois sabe que o valor do craque está em campo, nos noventa minutos


Aquele que reconhece cada metro do gramado sintético ou natural.
Aquele que guarda em sua memória os seus grandes ídolos do passado.
Aquele que está pronto para “ajudar a pagar as dívidas do estádio”.
Aquele que vai no aeroporto levar o ônibus da delegação e o recebe de volta, cantando feliz pelos filhos pródigos.
Aquele que até compra briga na rua de casa, se vestir o manto sagrado.
Os gênios por sua vez possuem a bênção divina desde o ventre de suas mães, que venha na habilidade de cozinhar, no dirigir potente carro de fórmula 1 em plena chuva, seja regendo uma orquestra com muitos e diferentes instrumentos, mesmo que não possua mãos e braços perfeitos.
Vamos falar de gênios com a bola, Garrincha não possuía leitura, mas “escrevia” com as pernas, verdadeiras poesias em campo, Zico era “mirradinho” e o tamanho e porte de seus adversários nunca foi obstáculo pois jogava de cabeça erguida, percebendo posições e jogando bolas bem redondas aos companheiros, Pelé que colocou seu nome nos livros de história pela indiscutível arte de seus dribles, sua habilidade no domínio da bola, pela determinação e seus muitos gols, festejados com socos no ar.
Vamos falar de gênios como Tele Santana, cujo o nome se tornou referência de habilidade criativa, a sua generosidade em valorizar o atleta que estava sob seu comando, fiscalizar o gramado e impor suas idéias por respeito e nunca por intimidação.

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Gênios muito acima da média, por suas habilidades natas é bem verdade, mas por suas ações coletivas, afinal o futebol é um esporte coletivo, o que cada dia mais se pode perceber, que uma única peça, não ganha jogo.
De que vale ser Gênio, se não souber agir com muitos, se não for habilidoso com os humanos, tão imperfeitos quanto ele?
O clube, esse não pode e nem quer ser o responsável por essa dualidade.
A sua visão é lucro.
É o dinheiro certo e rápido, na administração rentável e longe muito longe do paternalismo.
Hoje muito raro um técnico formar raízes, muito raro não ser cobrado até publicamente, mesmo que exponha o clube.
O clube e sua administração são resultadistas.
Mas onde cabem os tolos? Não cabem!


É um engano pensar que um gesto errado, uma falta de autoridade, um despreparo emocional, possa perdoar um derrota vexatoria, uma exibição fragilizada em campo, um atropelo seguido que venha abater o espírito da equipe.
Existe um projeto, por menor que seja a equipe, que precisa se pagar, precisa sobreviver.
E para tal êxito ou simples cumprimento de tabela, cabeças irão rolar!
Repito, nesse tal momento da história o papel de tolo, cabe à todos, menos aos torcedores que já perceberam tudo, mesmo sem que lhe contassem.

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