Enquanto a cena ainda é minha – uma reflexão sobre a brevidade da vida

Créditos: Arquivo Pessoal

“Ah, a vida!

um extraordinário fio de prata.

Tão potente e frágil.

Uma dança com o imponderável.

Um mergulho imprevisível.

Ora nos lança ao combate, com sangue nos olhos,

Ora nos retira silenciosamente da cena.

Sem aviso prévio.

E, por ser esta a única certeza que carrego,

Não me dou ao desvario de adiar-me…

Não guardo bilhetes nos bolsos,

Não maquio minhas intenções,

Não trancafio meus sonhos em gavetas,

Nem mantenho taças de cristal empoeiradas para aguardar visitas…

Não reprimo palavras na garganta…

Nem escondo sentimentos  na manga para a hora certa.

Não sou de jogar com o que pulsa,

Nem de me esquivar quando algo me sacode a alma.

Meu tempo é hoje.

A vida é agora!

Porque sendo ela algo divinamente grandioso tanto quanto efêmero, talvez o tal do “depois” seja lugar que a gente nunca visite.”

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