Há poucas semanas escrevi sobre a sabedoria quaker que nos ensina: “Proceda enquanto o caminho se abre diante de ti.” Você já experimentou encontros inusitados que te deram a chance de atravessar uma porta inimaginável?
Você já teve conversas que te conduziram a projetos que um dia você apenas sonhou?
Eu me lembro de encontros inexplicáveis na praia de Barcelona, de conversas em cafés na cidade de São Paulo, de surpresas na cidade de Denver, de coincidências em Fujisawa, no Japão, enquanto celebrávamos o Natal e descobríamos amigos em comum.
E, na semana passada, experimentamos mais um desses momentos absolutamente inexplicáveis.
Pois bem.
Na segunda-feira passada, a Johnna voltou para casa e me disse:
— Há uma padaria francesa que vai abrir em Chicago dentro de alguns meses.
Muitos de vocês sabem que partiremos para Chicago no meio do ano. Imediatamente eu lhe disse:
— Investiga o endereço. Quero abrir um projeto onde a gente se reúna para tomar café, conhecer pessoas e falar e praticar o idioma Francês.
Dois minutos depois, a Johnna respondeu:
— Parece que fica a uns 20 minutos de carro.
Quando fui buscar o contato no Instagram para enviar uma mensagem à dona da padaria, fiquei desanimado.
Vinte minutos de carro pareciam uma eternidade, especialmente para quem, na Europa, atravessa a cidade inteira em “20 minutos”.
À medida que pensava na possibilidade de abrir algo novo, pensava também no quanto não seria fácil começar do zero. Pensava na dinâmica com as crianças, nas dificuldades práticas, no desgaste emocional.
O entusiasmo foi dando lugar ao cansaço.
Fui dormir.
No dia seguinte, terça-feira, era hora de ir ao nosso café, o Café Fusão Cultural, um espaço onde dezenas de pessoas se encontram, idiomas se entrelaçam e nacionalidades celebram a pluralidade com respeito e sede de aprender umas com as outras
E então veio a surpresa.
Olhei para a Johnna e ela disse:
— Fábio, você não vai acreditar… a dona da padaria que vai abrir em Chicago está bem na minha frente.
Não era possível.
Era inimaginável.
Era surreal.
O desânimo causado pela distância desapareceu instantaneamente. Parecia que alguma força havia nos colocado, literalmente, um diante do outro.
Eu lhe disse imediatamente:
— Eu ia te procurar ontem no Instagram e desisti do projeto… e agora você está aqui, na minha frente. Deixa eu te explicar o que eu imaginei.
Conversamos por cerca de 30 minutos. Eu estava em choque.
Falamos de idéias, de encontros, de cafés como lugares de humanidade, de escuta, de troca, de língua, de cultura.
Somente no final da conversa, percebi que ainda nem havia perguntado o nome dela.
Ela ficou no Café Fusão Cultural.
Participou das nossas atividades.
Conheceu pessoas do mundo inteiro.
Experimentou um vislumbre daquilo que eu sonho viver na própria padaria.
Depois ela foi embora. Já voltou para Chicago.
Mas ficou claro para nós dois: aquilo não foi acaso.
Foi o início de algo improvável.
Não planejado. Talvez um projeto da Fusão Cultural em Chicago?
Seria surreal.
Inimaginável.
Algo que só acontece quando a gente dá o próximo passo, mesmo sem ter todas as respostas — e descobre que o caminho, misteriosamente, se abre diante de nós.
Fábio
Collonges au Mont D’
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Respostas de 3
Nosso trabalho não é em vão! Vida que segue. Obrigado por comp
Armandão, meu querido amigo!
É verdade. Nunca, nunca é em vão. Cada encontro, cada sorriso, cada conversa.
Um forte abraço. Ótima semana!
Fábio
Filho orando sem cessar ….
Pelos projetos,pela mudança,pelo emocional,as crianças enfim vejo
DEUS AGINDO!
TUDO POSSO NAQUELE Q ME FORTALEZE
O SENHOR JESUS É CONOSCO.
BEIJOS