Olá queridos leitores, bom receber vocês para leitura de todos os domingos, sobre algo que amo muito….o Futebol!
Nesses quase dois anos, é a primeira vez que escrevo no dia do meu aniversário e a sensação é prazerosa por que lembro das pessoas da minha vida, de sua importância e da saudade que deixaram.
Mas convido todos vocês para uma viagem pelas palavras e que revivam emoções que só o esporte pode oferecer.
Bom crescer com meu pai que amava futebol e passou esse gosto, esse amor, nos exemplos, na torcida diante da televisão ou dentro dos estádios pelo Brasil todo.
Domingo tem cheiro de vestiário antes do jogo decisivo. Há uma vibração invisível no ar — como se o mundo inteiro estivesse prestes a apitar o começo de algo novo. E quando essa data coincide com um aniversário, então não é apenas um dia: é final e estreia ao mesmo tempo.
A vida é um campeonato longo. Não desses de tiro curto, mas daqueles que atravessam gerações, como a própria história do futebol organizada pela FIFA desde 1904. Cada ano é uma rodada vencida, empatada ou sofrida. Cada aniversário é como levantar a cabeça após o apito final e perceber: ainda estamos no jogo.
Há algo profundamente humano no esporte. O sociólogo Norbert Elias via nas competições uma forma civilizada de canalizar paixões; Eduardo Galeano escreveu em Futebol ao Sol e à Sombra que o futebol é a única religião que não tem ateus. E talvez seja isso: o campo como metáfora da existência.
Celebrar aniversário num final de semana é como lembrar da primeira Copa do Mundo FIFA, realizada em 1930 no Uruguai. Ali, o mundo ainda se reconstruía, mas decidiu jogar. Decidiu acreditar. Decidiu sonhar.

E o sonho é o que move qualquer campeonato.
Quando somos crianças, o sonho é simples: fazer o gol. Ser o herói. Erguer a taça. Como em 1958, quando um menino chamado Pelé mostrou ao mundo que a juventude pode ser eterna quando encontra talento e oportunidade. Aos 17 anos, ele não apenas venceu — ele inaugurou possibilidades.
Na juventude, queremos velocidade. Queremos ser como Garrincha: driblar o destino, rir das dificuldades, transformar limitação em arte.
Na maturidade, entendemos o valor da estratégia. Aprendemos com Sócrates que futebol também é pensamento, é posicionamento político, é ética. Ele nos ensinou que jogar bonito é também jogar consciente.
E quando os anos avançam, talvez o sonho mude. Já não queremos apenas marcar gols; queremos formar jogadores. Como fazem os clubes que investem na base, revelando jovens que entram em campo com olhos brilhando mais que os refletores.


A vida é assim: começamos atacantes, viramos meio-campistas da própria história, e terminamos técnicos da nossa memória.
Aniversário é prenúncio de estádio lotado no sábado e domingo. É expectativa de clássico, de rivalidade histórica, de superação improvável. É como quando o Sport Club Corinthians Paulista venceu a Copa Libertadores da América em 2012, depois de décadas de espera. Ali estava a prova: o tempo pode ser longo, mas o sonho não prescreve.
O mesmo vale para a vida.
Quantos sonhos parecem adiados? Quantos projetos ficam no banco, aguardando substituição estratégica? Mas o campeonato é longo. E como ensinava Hannah Arendt, a condição humana é feita de natalidade — da capacidade de começar algo novo. Cada aniversário é um novo começo autorizado pelo próprio tempo.
Não importa se já passamos dos 20, 40, 60. A data é especial e simbólica da vida, que sempre se renova. E com ela, a esperança de que os jogos que vêm pela frente possam surpreender.
Exemplo: A Filosofia que abraça o gramado e os Sonhos em Várias Fases da Vida!


Há sonhos que se realizam cedo, como o primeiro gol.
Há sonhos que demoram, como o título esperado por décadas.
Há sonhos que mudam de forma, deixam de ser troféu e passam a ser legado.
Ainda haverá partidas emocionantes.
Ainda haverá viradas improváveis.
Ainda haverá jovens talentos cruzando nosso caminho.
Ainda haverá aprendizados que só a prorrogação ensina.
Porque a vida não é amistoso.
É competição séria, muito séria, mas também é espetáculo, que move milhões de pessoas, torcedores apaixonados que movem o mundo para acompanhar seus ídolos.
E sendo assim que mais aniversários venham com coragem.
Que os sonhos antigos e novos encontrem campo fértil.
Que a vida seja celebrada em seus mínimos detalhes, e que cada pessoa que adentrar na sua caminhada, seja um esteio e uma companhia para os jogos que a vida oferece.
Feliz vida!
Feliz Vida!
Feliz Vida!
Até a semana que vem, queridos leitores
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