Um relatório internacional mostra que mais de um terço dos brasileiros está “angustiado”; os jovens com menos de 35 anos são os mais afetados.
Infelizmente, as notícias não são boas. De acordo com dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ocorreu um aumento de 25% nos casos de depressão e ansiedade em todo o mundo no período pós-pandemia. É claro que isso também afeta o Brasil, que é tido como a nação mais ansiosa do planeta.
O brasileiro vive, agora, uma segunda pandemia, relacionada à saúde mental. Há aumento nos casos de acidentes de trabalho, de ideações suicidas e de vários outros problemas relacionados ao emocional de pessoas de grupos variados.
Isso é ainda mais verdadeiro para aqueles que sofreram perdas entre amigos e parentes ou, claro, para os profissionais de saúde. Problemas como estresse pós-traumático, depressão e até mesmo pensamentos suicidas se tornaram mais frequentes entre médicos, enfermeiros e demais atuantes dessa área.
Quais os transtornos emocionais mais frequentes no pós- pandemia?
Depressão
A depressão é uma das grandes pandemias mundiais. Cada vez mais pessoas se sentem depressivas ou são diagnosticadas com esse problema, o que faz com que esse seja um grande desafio de saúde pública.
No pós-pandemia, as pessoas precisam lidar com picos depressivos. Afinal, não foi um período nada fácil. Perdas, isolamento social, incerteza financeira e medo do desconhecido estão entre os fatores que contribuem para o aumento dos casos desse problema.
Ansiedade
A ansiedade é outra questão emocional muito comum, caracterizada pelo medo infundado de algumas situações, desencadeando sintomas físicos como palpitações, inquietação e dores pelo corpo.
Nesse caso, a ansiedade é causada por traumas vividos durante a pandemia e pelos fatores mencionados acima, no tópico sobre depressão. Muitas pessoas seguem com muito medo de adoecer e contaminar os seus entes queridos, algo esperado diante do que passamos.
Síndrome de Burnout
A síndrome de Burnout é um termo utilizado para designar o esgotamento físico e emocional de pessoas que não param de trabalhar ou, ainda, não descansam emocionalmente de outros tipos de eventos.
No caso do pós-pandemia, temos uma sociedade pautada pela incerteza. Assim, muitas vezes, nos vemos em jornadas de trabalho que vão além do recomendado, com o objetivo de ganhar mais dinheiro e suprir o tempo perdido durante a pandemia. Profissionais da saúde, por sua vez, podem sofrer ainda o efeito das grandes horas passadas em plantões naquela época.
Transtorno do estresse pós-traumático
Como mencionado, os profissionais da saúde estão entre os que mais sofrem com o pós-pandemia. Vivenciar os horrores das perdas de pacientes em hospitais foi um impacto muito pesado na saúde mental dessas pessoas.
Por conta disso, o estresse pós-traumático se tornou um transtorno de grande incidência nesse período. Graças ao que viram, profissionais da área sofreram traumas psicológicos muito grandes e, hoje, lutam para superá-los.
Desde o século XIX já se discutia que a saúde não se limita ao corpo, mas inclui também o desenvolvimento mental. Hoje, entende-se que a saúde mental influencia diretamente como pensamos, sentimos e agimos.
Diversos fatores podem influenciar nossa saúde mental. É comum associá-la ao corpo, a predisposição genética, funcionamento do cérebro, hormônios, sono e alimentação. Mas não podemos esquecer dos fatores psicossociais, que incluem:
●A história de vida
●As relações familiares
●O acesso à educação
●As oportunidades de trabalho
●A desigualdade
●O gênero
●A violência
●Experiências Traumáticas
Pessoas expostas a situações adversas, como pobreza e discriminação, têm maior risco de desenvolver sofrimento emocional.
Mesmo assim, muitas condições de saúde mental podem ser tratadas com eficácia e a baixo custo. O problema é que, em vários lugares, ainda faltam serviços adequados, profissionais capacitados e informações de qualidade. Além disso, o estigma e o preconceito dificultam a busca de ajuda. Por isso, entender o que é saúde mental e reconhecer sua importância é um passo fundamental para promover cuidado, respeito e inclusão.
O modelo biopsicossocial ajuda a compreender que saúde e doença não são resultado de apenas um elemento isolado, mas da interação entre fatores biológicos, experiências de vida, contextos sociais e estruturas coletivas. Assim, o adoecimento mental deixa de ser entendido como um problema unicamente individual e passa a ser visto como reflexo de desigualdades sociais e condições de vida adversas.
Trabalho
Entre os determinantes sociais, o trabalho ocupa um lugar central. Ter estabilidade e satisfação profissional contribui positivamente para a saúde mental, enquanto o desemprego e a insegurança laboral podem gerar sentimentos de incapacidade, humilhação, ansiedade, depressão e até risco de suicídio.
Educação
A educação também é um importante protetor, pois melhora as oportunidades de emprego, promove inclusão social e fortalece a autoestima. Já o baixo nível educacional está associado à vulnerabilidade socioeconômica, exclusão e risco aumentado de adoecimento mental.
Violência
Fatores como discriminação, violência de gênero e experiências traumáticas ao longo da vida impactam intensamente o equilíbrio emocional, especialmente quando vivenciadas na infância.
Exclusão social
Por fim, a exclusão social, o estigma e a falta de suporte comunitário enfraquecem o sentimento de pertencimento e aumentam o sofrimento psicológico. Portanto, promover saúde mental exige políticas públicas que considerem esses determinantes, garantindo acesso a condições dignas de vida, proteção social, educação, trabalho e cuidado em saúde.
Psicóloga clínica formada desde 2001, com ampla experiência em saúde mental, Psicopedagogia e Recursos Humanos. Atuo com crianças, adolescentes e adultos em atendimentos psicológicos online e presencial, com escuta ativa, acolhimento e abordagem ética, focada em resultados reais.
Atendo demandas emocionais diversas — desde questões relacionadas à ansiedade, autoestima e conflitos interpessoais, até quadros mais complexos envolvendo transtornos mentais, neurodivergências e sofrimento psíquico.
Tenho vivência com crianças com autismo, TDAH e outros transtornos do desenvolvimento, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também à família, por meio de um olhar psicopedagógico e clínico integrado.
Minha experiência em RH (Recrutamento & Seleção, Treinamento, Gestão de Negócios) me proporciona uma escuta diferenciada também para adultos com estresse ocupacional, burnout e conflitos no ambiente de trabalho.
Público que atendo:
Crianças e adolescentes com ou sem diagnóstico
Adultos em sofrimento emocional ou em busca de autoconhecimento
Famílias que precisam de orientação psicológica e psicopedagógica
Profissionais em crise, burnout ou transição de carreira
Diferenciais da minha atuação:
Mais de 20 anos de experiência clínica e institucional
Visão integrada: Psicologia Clínica + Psicopedagogia + RH
Atendimento online e presencial, com ética, escuta empática e compromisso com a transformação
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