Professor Pardal e o Supersônico em Dois Meses!

Antes mesmo que eu pudesse soletrar, já estava nos campos de futebol.
Não era escolha.
Era destino, desses que não pedem licença, só acontecem.
Para quem sabe um pouco de mim, entende não é modismo, é herança.
É coisa que vem no sangue, quase como uma teimosia hereditária.
Acompanhando meu pai, às vezes só sorrindo, outras pedindo água ou leite, lá estava eu, nos campos do Anay, no bairro de Santana, em São Paulo.
E meu pai colocou o nome do time do Anay no cenário do Futebol Paulista, da época.
Meu pai, jovem goleiro, possuia elasticidade, coragem e fome de existir dentro das quatro linhas.
E assim aos 23 anos velho para os campos de futebol, escutou sugestões e abraçou o esporte, agora como árbitro.
Trocou as luvas, pelo apito, mas o amor tomou dimensões bem maiores.
E escreveu o nome Boschilia na história do Futebol Brasileiro
Então assistir futebol nunca foi uma escolha discutida, ao contrário sempre bem vinda…
Eu assisti ao jogo do Brasil contra a França sem ressalvas, mas lesões, ausências, remendos, não eram boas novas.
E aí ficou claro, como diria João Saldanha, que “futebol não se ganha no gogó, mas também não se perde só na perna”.
Porque o maior inimigo da Seleção Brasileira hoje não veste chuteira. É o tempo!
É o calendário.
Esse mesmo que anda devagar no relógio e rápido demais nas decisões erradas.
E agora a C.B.F nova direção, tenta apagar incêndios, dos contratos mal feitos e que descaracterizam o
Brasil.
O Brasil não é Vermelho. Nem tão pouco “Brasa”


Um time que troca o verde das matas por um azul que não conversa com nossa história, e muito menos com nossa alma.
E aí surgem as críticas nada construtivas, de jornalistas pagos em bom soldo, que nos dizem, calma, nada disso é para valer…se trata de treino!
Mas quando o juiz apita o fim…
Como diria Sílvio Luiz: “Pelo amor dos meus filhinhos!” vira um festival de críticas, dessas que não poupam nem o massagista.
Sobrou até para o “Professor Pardal” da vez, Carlo Ancelotti, que parece ter recebido a missão de montar um avião supersônico com peças de bicicleta.
E ainda pedem que ele decole… em dois meses.
É quase um insulto ao tempo, esse mesmo que ignoramos por três anos.
As criticas, não são tempero atual.
Até Pelé, o próprio Pelé, já foi descartado por “problemas de vista”.

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Veja só: queriam ensinar o Rei a enxergar o jogo.
Como nos ensinou Nelson Rodrigues, o brasileiro é um “complexado de vira-latas”, mas também é capaz de transformar tragédia em epopeia num piscar de olhos.
Então o que esperar desses jogadores de hoje?
Que honrem a camisa, que joguem o que sabe e o que sente com o sangue nos olhos, que sobrevivam às pressões.
Porque vestir o Brasil não é só entrar em campo.
E lembra do Tempo?
Copa se aproxima como um trem sem freio e nós ainda estamos escolhendo quem segura a alavanca.
Não somos um país de vira-latas.
Não somos mendigos de identidade.
Não somos um povo sem memória.


O futebol, para nós, não é esporte.
É linguagem. É herança. É uma forma de existir no mundo.Ele nasce nas entranhas.
E mesmo quando o tempo arma suas armadilhas, ainda sabemos, lá no fundo,como vencer.
Com honra.Com camisa.Com história.
E talvez, só talvez…com um pouco de milagre, desses que só o futebol permite.
Porque, no fim, como diria Nelson,
“o óbvio também precisa ser dito”:
O Brasil ainda pode.
Vamos, Brasil.Brasil brasileiro.
De verde, de amarelo… e de Alma Intacta.
VAMOS BRASIL….!!!!

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