Sem razão nem porquês

Créditos: Pedro Molinos

Eu quero sentir o teu pulsar

Não apenas o pulsar óbvio que a vontade nos implora, mas aquele que faz brilhar teus olhos de manhã.

O pulsar que te faz remar contra a correnteza; da vida que brota da improvável fresta no concreto e arranca da tua boca o mais largo sorriso.

Quero sentir o pulsar de cada palavra que sai de ti, pura e genuína, atrevida palavra sussurrada, sem que a mente intervenha…Venha!

Venha em cada pulsar de cada gota de sangue que corre no teu corpo nu e sem defesas, nem armaduras.

Quero sentir para além das tuas cicatrizes, daquilo que sonhas, que omites, que calas…tua fala é tamanha!

O pulsar daquilo que por descuido e desvario não fizestes…Sentir o pulsar escondido em teus momentos de solitude; no choro e no riso, em todas as entrelinhas…na criança tão amada e desprotegida, emoldurada no porta-retratos.

Quero sentir o pulsar das tuas notas musicais, teu batimento, teu ritmo e sinfonia inteira e silenciosa, habitante do teu corpo de homem…Porque pulsas tão retumbante que ecoas!

Encosto a cabeça em teu peito e, de tão profundo me esparramar, confundem-se os fios da nossa trama…pêlos e cabelos: entrelaçamos a nós!

Assim, a sós, um mês inteiro ficaremos. E quando este mês acabar escancarando as portas, que no lugar entre para ficar, um ano inteiro.

Loading

Veja Também  Priscilla Ávila estreia coluna de Comportamento

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Compartilhe esta notícia

Mais postagens