Fabio Abate: A importância do estudo

Fabio Abate: A importância do estudo

Eu já fui um jovem que não dei importância para os estudos!!! Como comecei a trabalhar aos 16 anos e venho de uma família com boas condições financeiras, nunca passei necessidade e muito cedo já tinha o meu dinheiro e comecei a realizar alguns desejos. Então foi fácil debandar para uma frase equivocada que carreguei por alguns anos “O importante é trabalhar”. Claro que trabalhar é fundamental, trabalho é realização e caminho para várias realizações, mas é uma posta muito arriscada achar que só o trabalho é suficiente.

Vamos ao que me mobilizou a escrever essa matéria para o portal. Eu vou falar aqui que dois pontos que me deixam extremamente preocupados em relação a falta de importância que é dada aos estudos. Quero falar sobre os estudos mais básicos, num nível escolar, que para mim é o que forma a base forte para o desenvolvimento e que sem ela nem adianta falar do segundo ponto que é o nível universitário, onde lapidamos de forma mais elaborada e específica a nossa trajetória profissional.

Partindo para o primeiro ponto, sobre os estudos primordiais escolares, quero retratar uma realidade triste que venho encontrando já no ambiente de trabalho que muitos entendem apenas como erros de português. Um parêntese aqui é claro que eu também tenho meus erros de português, até porque nossa língua é complexa e eu sou humano rsrs. Mas aqui quero trazer a minha preocupação e que nem sempre é vista por traz do erro de português, estou falando da falta de vocabulário básico que interfere inclusive na capacidade de construir um raciocínio lógico e da elaboração mínima de uma ideia, interferindo diretamente na capacidade de expressar ideias e até de se pronunciar numa discussão.

As vezes é só um erro de como empregar uma palavra ou colocar o plural na frase. Mas eu venho encontrando muitos adultos que não conseguem de verdade construir um fala apropriada para defender uma ideia, por exemplo, porque não tem vocabulário básico para isso. E esse grave problema vem da falta de estudos escolares e leituras complementares. A falta de linguagem limita a pessoa em todas as áreas da sua vida e o que me é muito pior é que a maioria nem percebe por que isso sempre foi a sua realidade.

O segundo ponto sobre o estudo é o momento universitário, principalmente que as mídias sociais ficam fortalecendo através de imagem de uma minoria muito peculiar de “gênios” dos negócios que deram certo sem o estudo universitário, como Steve Jobs e Mark Zuqueberg, respectivamente fundadores da Apple e da Facebook. Claro que podemos encontrar novos gênios que fundaram grandes empresas, inventarão soluções incríveis e etc. Mas de quantos estamos falando? Você realmente quer apostar com a sorte???

O que quero dizer aqui é que eles não deram certo porque não estudaram, suas ideias não foram incríveis porque não estudaram. Estou falando de uma grande massa que pode não buscar capacitação em função desses exemplos e no final das contas não terem uma grande ideia e viverem uma vida frustrada e mediana pela simples falta de falta de desenvolvimento através do estudo. Claro que o estudo não garante um futuro brilhante e nem uma vida farta. Mas a falta dele pode aumentar consideravelmente o risco de você chegar aos 40 ou 50 anos e não fazer ideia do que você quer da vida ou se quer ter ideia do que você realmente sabe fazer.

Se eu pudesse deixar uma sugestão aqui, eu não me arriscaria a não estudar. E estou falando de uma perspectiva de quem já acreditou que não era importante, de quem até hoje não gosta de ler, que entrou na primeira faculdade aos 21 por influência de amigos e que estuda até hoje para minimamente me permitir e me arriscar a estar a frente de treinamentos corporativos.

Nunca é tarde para começar a estudar.

Pense nisso!

Fabio Abate

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Imagens: Freepik

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Fabio Abate

Fabio Abate

Sócio-diretor e consultor do NETAS. Considerado meio pavão, por alguns amigos, que brincam com essa idéia, onde costuma subir aos palcos e frentes de salas para provocar as pessoas à pensarem e se implicarem com a própria vida. Ainda jovem percebeu a responsabilidade de falar com as pessoas, foi por esse motivo, que resolveu estudar e entender melhor como a mente funciona e o que está por traz das decisões e comportamentos. Desde então, há aproximadamente 20 anos, se dedica à ajudar as pessoas compartilhando o que pensa dentro de experiências de desenvolvimento, nos mais variados modelos possíveis, afinal a complexidade e singularidade humana exige a superação em modelos de aprendizagem. Como consultor, é responsável pelo desenvolvimento e aplicação dos treinamentos do Grupo NETAS, a partir da metodologia denominada Tríade do Aprendizado. A sua atuação como Diretor está ligada diretamente as estratégias da empresa na direção de transformar o NETAS numa referência no mercado de treinamento, contando sempre com uma equipe qualificada ao seu redor.
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