✈️ Check-in da Lau: Dia Mundial do Turismo e o desafio de viajar em tempos caros

Viajar sempre foi sinônimo de planejamento. Pesquisar passagens, calcular hospedagem, ajustar o roteiro ao orçamento… mas, nos últimos anos, esse exercício ficou ainda mais desafiador. Quem, como eu, anda reparando nos preços, já percebeu: as tarifas aéreas continuam altas, a promessa de baratear as passagens com a cobrança das bagagens foi pura ilusão, e fazer uma viagem internacional, hoje, quase sempre significa tentar encaixar tudo em uma mala de mão — com direito às novas regras para líquidos como tempero extra da complicação.

E se a saída for aproveitar experiências perto de casa? Parece simples, mas não tanto. Em São Paulo, por exemplo, as diárias de hotéis 4 estrelas, que oferecem estrutura para realmente valer a pena sair de casa, chegam facilmente perto dos R$ 3 mil. É nesse ponto que a equação começa a pesar: investir em um fim de semana no próprio bairro ou guardar para um passaporte carimbado?

Essa é a reflexão que trago justamente nesta semana em que se celebra o Dia Mundial do Turismo, 27 de setembro, criado em 1980 pela Organização Mundial do Turismo (OMT). A data é um convite para pensar além do ato de viajar, para refletir sobre a transformação que o turismo pode provocar — seja na economia, na cultura ou no meio ambiente.

Em 2025, o tema escolhido pela OMT é “Turismo e Transformação Sustentável”, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. A ideia é clara: precisamos repensar os modelos de viagem e nossas relações com a natureza, valorizando práticas que envolvam as comunidades locais, respeitem os recursos naturais e tragam inovação ao setor.

E o Brasil, felizmente, tem destinos que provam que é possível equilibrar experiência e responsabilidade. A convite da Disal, referência no mercado editorial, destaco aqui cinco opções nacionais que celebram a data e mostram como o turismo pode ser transformador:

Veja Também  Um refúgio sustentável entre dunas e lagoas: conheça a Vila do Junco

🌿 Bonito (MS) – Modelo de ecoturismo, com regras rígidas de visitação para proteger rios e cavernas, envolvendo comunidade local e geração de renda.
🌄 Chapada dos Veadeiros (GO) – Paisagens de tirar o fôlego combinadas com investimentos em práticas sustentáveis e fortalecimento da economia regional.
🏺 Serra da Capivara (PI) – Patrimônio histórico e arqueológico, exemplo de turismo cultural aliado à preservação e à inclusão social.
🚴 Vale Europeu (SC) – Primeira rota de cicloturismo do Brasil, que une natureza, gastronomia e tradições locais.
🌳 Floresta Nacional do Tapajós (PA) – Comunidades tradicionais e experiências que educam para o uso consciente da natureza.

No fim das contas, seja em um paraíso brasileiro ou em uma escapada rápida dentro da própria cidade, talvez a questão não seja apenas “quanto custa viajar”, mas “como queremos viajar”. Porque celebrar o turismo é também escolher como ele impacta o mundo — e nós mesmos.

Sendo assim, um beijo e até o próximo Check-in da Lau!

Loading

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Compartilhe esta notícia

Mais postagens