Check-in da Lau: o que pesa mais na escolha de um hotel?

Sempre defendi que um hotel é muito mais do que um lugar para dormir. Para mim, ele faz parte da viagem. O café da manhã, a cama confortável depois de um dia inteiro andando, a academia, o spa, o silêncio quando fechamos a porta do quarto… tudo isso também é experiência.

Mas, planejando minha próxima viagem internacional, percebi que continuo começando pelo mesmo lugar: a localização.

Antes mesmo de escolher o hotel, penso nos cafés onde quero tomar café da manhã, nos restaurantes que quero experimentar, nos museus que pretendo visitar e nas ruas onde simplesmente quero caminhar sem destino.

Foi justamente nesse momento que li uma pesquisa mostrando uma tendência interessante na hotelaria brasileira. Os novos investimentos estão cada vez mais voltados para cidades turísticas fora das capitais. Em vez de concentrar novos hotéis apenas nos grandes centros, o mercado passou a enxergar oportunidades em destinos regionais, cidades médias e polos de lazer.

À primeira vista, pensei que eu estivesse fazendo exatamente o movimento contrário. Enquanto o mercado amplia sua oferta fora das capitais, eu continuo pesquisando hospedagens em bairros centrais. Depois percebi que talvez não exista movimento contrário.

Existem viagens diferentes. Se eu fosse fazer uma viagem de carro para Campos do Jordão, por exemplo, provavelmente consideraria me hospedar em cidades vizinhas como Santo Antônio do Pinhal ou São Bento do Sapucaí. Além de ampliarem as opções de hospedagem, esses destinos permitem conhecer novos restaurantes, paisagens e até fugir um pouco do movimento dos períodos de alta temporada.

Já nesta viagem, entre mãe e filha, a lógica muda completamente. Cada minuto economizado em deslocamentos significa mais tempo para viver a cidade.

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Talvez por isso eu continue escolhendo hotéis próximos dos lugares que realmente quero conhecer. No fim das contas, economizar no transporte também faz parte do orçamento da viagem.

Outra decisão curiosa surgiu durante o planejamento. Desta vez vamos dividir a hospedagem. Parte da viagem será em hotel. A outra, em um Airbnb. Não porque um seja melhor do que o outro. Mas porque cada um oferece uma experiência diferente.

Enquanto pesquisava preços, outra surpresa: em muitos casos, hotel e Airbnb estavam com valores bastante parecidos. Isso acabou mudando completamente o critério da escolha. Em vez de procurar apenas a opção mais barata, passamos a pensar em qual hospedagem faz mais sentido para cada etapa da viagem.

É claro que os preços continuam altos. Para quem gosta de hotelaria, como eu, ainda impressiona perceber que três ou quatro noites em um bom hotel internacional podem custar o mesmo que apenas uma diária em um hotel de luxo em São Paulo.

Não estou comparando estruturas, serviços ou categorias. Estou comparando a sensação que esse dinheiro proporciona. E talvez seja exatamente isso que torna cada viagem tão única.

O mercado muda. As tendências mudam. Nossa forma de viajar também muda.

Mas uma coisa continua igual para mim: escolher onde vou me hospedar nunca será apenas uma decisão prática. É ali que boa parte da experiência começa.

E desta vez ela já começou muito antes do embarque. Ah… e uma coisa é certa. Depois da experiência em Nova York, desta vez a hospedagem definitivamente não terá banheiro compartilhado.

Então um beijo e até o próximo Check-in da Lau.

 

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