“Os psicólogos concluíram que sentir-se amado é uma necessidade emocional primária no ser humano. Por amor, subimos montanhas, cruzamos mares, atravessamos desertos e suportamos dificuldades indizíveis. Sem amor, as montanhas se tornam inacessíveis, os mares intransponíveis, os desertos insuportáveis, e as dificuldades passam a ser a sina de nossa vida.”
— Gary Chapman
Na psicanálise, a frase de Chapman nos convida a refletir sobre o lugar fundamental do amor na constituição do sujeito. Desde o nascimento, somos marcados pela necessidade de reconhecimento e de acolhimento do Outro. O bebê não sobrevive apenas de alimento físico, mas também do alimento simbólico que vem do olhar, da voz e do desejo de quem o cuida.
O amor, portanto, não é apenas afeto, mas também estrutura: é através dele que nos situamos no mundo, construímos nossa identidade e damos sentido às nossas experiências. Quando esse amor se faz ausente, como lembra Chapman, até as pequenas dificuldades podem se tornar insuportáveis.
A psicanálise nos mostra que, ao longo da vida, continuamos a buscar esse lugar de reconhecimento. Por isso, escutar o próprio desejo, compreender nossas formas de amar e ser amado, e perceber os impasses que se repetem nos relacionamentos pode ser um caminho de transformação. Afinal, o amor, na sua dimensão simbólica, é o que nos sustenta diante das montanhas e desertos da existência.
Obrigada a quem leu até aqui, e sinta-se à vontade para me chamar para maiores reflexões.
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