Os acessos que você libera definem seu caminho

Os acessos que você libera definem seu caminho

Para quem você tem liberado acesso à sua vida?

Desde que nascemos, buscamos pertencer. Queremos ser aceitos, fazer parte de grupos e nos conectar com as pessoas. Essa necessidade, no entanto, pode nos levar a abrir espaço para aqueles que não respeitam nossos limites, nossas lutas e vitórias, influenciando nossas escolhas e até a maneira como nos enxergamos. A pergunta que devemos nos fazer é: quem realmente merece esse acesso?

Você pode não ter escolhido embarcar em uma jornada de superação, mas quando enfrentou uma queda, cometeu erros, lidou com uma decepção ou teve o coração partido, essa jornada teve início. Quer estejamos preparados ou não, os desafios emocionais fazem parte da vida, e ninguém está imune a eles. O que realmente importa é a maneira como decidimos lidar com essas situações: escolhemos escrever nossa própria história ou permitir que outros assumam esse papel por nós? Se você escolher escrever sua própria história, esteja preparado para enfrentar o desconforto e ter coragem, pois o conforto não caberá aqui.

A autoliderança começa quando assumimos a responsabilidade por nossa própria vida. Nem sempre podemos evitar dores, decepções ou desafios, mas podemos escolher como reagimos a eles. Quando entregamos nosso poder a outra pessoa, permitimos que nossas emoções e decisões sejam moldadas por fatores externos, muitas vezes deixando de lado nossas próprias necessidades e tudo aquilo que acreditamos enquanto valores pessoais.

Escrever a própria trajetória significa ter a coragem de definir quem e o que pode fazer parte dela. Não se trata de viver isolado ou desconfiado, mas de estabelecer limites saudáveis que preservem nosso equilíbrio emocional. Dar acesso irrestrito a quem não valoriza nossa jornada pode nos levar a desgastes desnecessários e até mesmo ao afastamento de quem realmente importa.

No ambiente de trabalho, por exemplo, permitir que colegas ou superiores ultrapassem seus limites pode comprometer sua saúde mental e profissional. Você se sente sobrecarregado porque aceita demandas além do que pode cumprir? Deixa que opiniões externas influenciem sua autoconfiança e desempenho? Estabelecer limites claros e comunicar suas necessidades é essencial para manter sua produtividade e bem-estar.

Nas relações pessoais, a mesma lógica se aplica. Há amizades ou familiares que sugam sua energia, mas que você mantém por medo de desapontar ou medo de ser excluído daquele meio? Relacionamentos saudáveis são aqueles que respeitam sua individualidade e contribuem para o seu crescimento. Avalie se as pessoas ao seu redor te impulsionam ou te limitam.

Por isso, reflita sobre os espaços que você tem concedido aos outros. Suas relações são nutritivas ou sugam sua energia? Você tem se rodeado de pessoas que respeitam sua essência ou que tentam moldá-lo à imagem delas? Permitir que alguém faça parte da sua vida é uma decisão valiosa – e essa escolha precisa estar alinhada com aquilo que você deseja construir.

No final das contas, você é o guardião da sua história. A chave para quem entra e quem sai está, e sempre estará, em suas mãos.

Não dê acesso a quem não te dá morada.

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Ligia Silva

Ligia Silva

Sou Psicóloga, Pedagoga e Instrutora de Programa de Redução de Estresse Baseado em Mindfulness (MBSR) pela Universidade Federal de São Paulo, especialista em Gestão Empresarial, com mestrado em Psicologia e Saúde pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto/SP. Coautora do Best Seller “Quem manda na minha vida sou eu”, coordenadora do Livro “A coragem de viver quem você é” e colunista do @portaldoandreoli. Sou cofundadora da Arcos – Associação e Rede de Cooperação Social, um movimento de trabalho em rede, que apoia mais de 40 organizações sociais de Catanduva/SP e região e cofundadora do movimento Humanidade Compartilhada. Minhas pesquisas foram focadas na presença de burnout, qualidade de vida e consciência plena de professores e gestores de empresas, verificando o impacto do programa de redução de estresse baseado em mindfulness. Atualmente sou Coordenadora de Projeto Educacionais no Senac SP, palestrante e Facilitadora de Programas de Redução de Estresse, promovendo acolhimento, saúde e qualidade de vida.
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1 comentário

  1. Elis disse:
    Excelente reflexão, não somos responsáveis por tudo que nos acontece, mas somos responsáveis a como reagimos a isso.

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