Excesso de telas e seu impacto no desenvolvimento infantil
É fato que, cada vez mais, as crianças estão expostas a todo tipo de tela, seja através de um celular, tablet, computadores em geral, ou ainda a própria TV,
Sabemos o quanto esses dispositivos trazem mais praticidade no dia a dia. Mas é importante lembrar que a exposição prolongada pode fazer muito mal para o desenvolvimento das crianças. E, apesar de hoje ser bastante comum as crianças com celulares nas mãos, o uso deste aparelho só é indicado após os 8 anos de idade.
Mas quais os impactos dessas telas no desenvolvimento infantil então?
O fato é que, estar em frente às telas por tempo prolongado – tempo maior que o recomendado pela OMS – pode atrapalhar o desenvolvimento das habilidades sociais e de linguagem da criança. Por conta disso, até surgiu o mito do autismo virtual.Saiba mais sobre O que é o autismo (TEA)?
Quando a criança fica exposta ao uso das telas por muito tempo, ela perde a oportunidade de praticar habilidades importantes como por exemplo manter contato com objetos físicos e a natureza.
●Sono desregulado
A criança que tem à sua disposição uma TV ou um celular, por exemplo, pode querer trocar o tempo de sono para ficar assistindo ou jogando. A luz emitida pelas telas dos dispositivos bloqueia a liberação da melatonina – que é o hormônio responsável por avisar ao corpo que está na hora de dormir. Isso afeta diretamente nosso relógio biológico e a percepção do cérebro do que é noite ou dia, prejudicando na qualidade do sono, uma vez que você não recebe todo o descanso que precisa.●Problemas emocionais
A exposição prolongada aos dispositivos eletrônicos afeta muito o emocional da criança, causando distúrbios emocionais como depressão, ansiedade e, em muitos casos a agressividade. Prejudica o desenvolvimento do cérebro Crianças muito pequenas que são expostas a telas estão suscetíveis ao atraso cognitivo, distúrbio de aprendizado, aumento de impulsividade e diminuição da habilidade de regulação própria das emoções, e, déficit de atenção. A Distração Passiva, ocorre quando a criança consome muitos vídeos e joguinhos nas telas de forma passiva, que é totalmente diferente de brincar ativamente, onde a brincadeira acontece de acordo com o desenvolvimento que a criança exerce, com a imaginação, por exemplo. Vale mencionar que o “brincar” é um direito universal e temporal para todas as crianças em fase de desenvolvimento mental e cerebral.●Obesidade infantil
Quanto mais expostas a telas, mais sedentárias as crianças ficam, pois brincam menos ativamente, com isso, queimam menos calorias, facilitando assim, o ganho de peso. Outros problemas apontados por pesquisas, mostram a possível dependência digital, problemas visuais, como a miopia, transtornos alimentares, problemas auditivos, de postura, síndrome visual do computador. Além da exposição prolongada aumentar a possibilidade de cyberbullying e o risco de abusos sexuais e pedofilia.
Mas então, o que os pais e/ou cuidadores podem fazer?
Os responsáveis, sejam pais ou cuidadores, devem estimular a criança e o jovem a praticar atividades que não necessitam de tecnologia. Podem ser jogos de tabuleiro, leitura de livros, música, pintura, ter contato com a natureza, etc.. É necessário ficar atento no tempo de uso desses dispositivos eletrônicos, estabelecendo regras de uso, como não utilizar no período de 2 horas antes de dormir, durante as refeições, e assim por diante. Sempre faça um acordo em relação à quanto tempo a criança vai permanecer com determinado dispositivo. Lembre-se que crianças podem ter dificuldade para compreender a passagem do tempo, portanto, cabe sempre aos responsáveis limitar o tempo de uso. É importante que a mediação de um adulto seja sempre possível, por isso, evite que a criança utilize dispositivos eletrônicos sozinhas, como trancadas em seu próprio quarto. Seja firme e cumpra com o que foi combinado, desta forma a criança vai entender também como funciona as coisas que são cominadas entre ela e os responsáveis. Fale abertamente com a criança, sobre os perigos do uso e da exposição do celular, por exemplo, para a sua saúde. Sempre que possível, verifique mensagens e/ou aplicativos usados em celulares, tablets e computadores. Por fim, mas também extremamente importante, dê o exemplo, sempre que possível passe mais tempo com a família e longe dos eletrônicos. O excesso de telas na infância (mais de 1h/dia após os 2 anos, zero para menores de 2) prejudica o desenvolvimento neuropsicomotor, causando atrasos na fala e linguagem, dificuldades de socialização, déficits de atenção e obesidade. O uso intensivo, especialmente antes de dormir, afeta o sono, aumenta a ansiedade e reduz a tolerância à frustração. Principais Impactos no Desenvolvimento Infantil:●Atraso na Fala e Linguagem:
A diminuição da interação verbal direta com cuidadores, substituída por conteúdo passivo, pode causar atrasos significativos na fala e comunicação.●Dificuldades Cognitivas e de Atenção:
A rápida alternância de estímulos visuais afeta a capacidade de atenção e o desempenho em tarefas de memória. Problemas Emocionais e Comportamentais: A exposição excessiva está ligada à baixa tolerância à frustração, crises de raiva, ansiedade e maior dificuldade em regular emoções. Prejuízos Físicos: ●Sono: A luz azul dos dispositivos interfere na melatonina, gerando distúrbios do sono. ●Visão: O foco contínuo a curta distância tem provocado uma "epidemia de miopia" infantil. ●Sedentarismo: O tempo de tela reduz atividades físicas, aumentando o risco de obesidade. ●Déficit de Socialização: Menos tempo de brincadeiras ao ar livre e interações sociais presenciais prejudica o desenvolvimento de habilidades interpessoais e empatia. Alternativas saudáveis incluem brincadeiras ao ar livre, leitura de livros, jogos de montar e atividades artísticas, que estimulam a coordenação motora e criatividade.A tecnologia como aliada
As crianças têm facilidade em lidar com a tecnologia e também aprendem mais fácil com apoio visual. Por isso, quando ela é associada a atividades com fins interativos e pedagógicos, como memorização e concentração, ela é uma grande aliada no desenvolvimento infantil. Além disso, outros benefícios do uso da tecnologia, incluem o desenvolvimento de novas habilidades (como programação, por exemplo), melhora do raciocínio lógico, estimulação da criatividade e melhora da autonomia. Mas claro, tudo isso deve ser realizado de maneira pedagógica e com supervisão. 62 Visualizações
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Karina Cardoso
Psicóloga clínica formada desde 2001, com ampla experiência em saúde mental, Psicopedagogia e Recursos Humanos. Atuo com crianças, adolescentes e adultos em atendimentos psicológicos online e presencial, com escuta ativa, acolhimento e abordagem ética, focada em resultados reais. Atendo demandas emocionais diversas — desde questões relacionadas à ansiedade, autoestima e conflitos interpessoais, até quadros mais complexos envolvendo transtornos mentais, neurodivergências e sofrimento psíquico. Tenho vivência com crianças com autismo, TDAH e outros transtornos do desenvolvimento, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também à família, por meio de um olhar psicopedagógico e clínico integrado. Minha experiência em RH (Recrutamento & Seleção, Treinamento, Gestão de Negócios) me proporciona uma escuta diferenciada também para adultos com estresse ocupacional, burnout e conflitos no ambiente de trabalho. Público que atendo: Crianças e adolescentes com ou sem diagnóstico Adultos em sofrimento emocional ou em busca de autoconhecimento Famílias que precisam de orientação psicológica e psicopedagógica Profissionais em crise, burnout ou transição de carreira Diferenciais da minha atuação: Mais de 20 anos de experiência clínica e institucional Visão integrada: Psicologia Clínica + Psicopedagogia + RH Atendimento online e presencial, com ética, escuta empática e compromisso com a transformação
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