Setembro Amarelo

Setembro Amarelo

No dia 10 de setembro é oficialmente o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.   

Todos nós devemos atuar na conscientização da importância que a vida tem e ajudar na prevenção do suicídio, tema que ainda é visto como tabu. É importante falar sobre o assunto para que as pessoas que estejam passando por momentos difíceis e de crise busquem ajuda e entendam que a vida sempre será a melhor escolha. 

Informar-se para aprender a ajudar o próximo é a melhor saída para lutar contra esse problema tão grave. É muito importante que as pessoas próximas tenham uma escuta ativa e sem julgamento, mostrem que estão disponíveis para ajudar e demonstrem empatia, mas principalmente que levem a pessoa ao médico para avaliar sua saúde física e emocional. 

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), todos os anos, mais pessoas morrem como resultado de suicídio do que de outras doenças, acidentes, guerras ou homicídios. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode afetar indivíduos de diferentes origens, sexos, culturas, classes sociais e idades. 


De acordo com dados da Secretaria de Vigilância em Saúde, divulgados pelo Ministério da Saúde em setembro de 2022, entre 2016 e 2021, houve um aumento de 49,3% nos casos de suicídio entre jovens de 15 a 19 anos e 45% entre jovens de 10 a 14 anos. 

Segundo estudo realizado pela Unicamp, 17% dos brasileiros, em algum momento, pensaram seriamente em dar fim à própria vida. A primeira medida preventiva é a educação. Durante muito tempo, falar sobre suicídio foi um tabu; havia medo de se falar sobre o assunto. Com a campanha do Setembro Amarelo, essa barreira vem sendo quebrada e informações ligadas ao tema passaram a ser compartilhadas, possibilitando que as pessoas possam ter acesso à informação e recursos de prevenção. 

Devemos estar atentos às mudanças de comportamento, como isolamento, mudanças marcantes de hábitos, perda de interesse pelas atividades de que se gosta, desleixo com a aparência, piora do desempenho na escola ou no trabalho, alterações no sono e no apetite, além de frases como "queria desaparecer" ou "melhor seria não ter nascido", que podem indicar necessidade de ajuda. 

O CVV (Centro de Valorização da Vida) tem voluntários 24 horas por dia, prontos para atender. Basta ligar 188, é gratuito. Também é possível enviar um e-mail pelo site www.cvv.org.br. 

O Setembro Amarelo começou nos Estados Unidos quando o jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio em 1994 dentro de um Mustang amarelo. No dia do velório, a família de Mike distribuiu vários cartões com laços amarelos em homenagem ao Mustang amarelo de Mike. Dentro dos cartões, havia a seguinte mensagem: "Se você precisar, peça ajuda." A iniciativa deu início a esse importante movimento de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram às mãos de pessoas que precisavam de apoio. Assim, o laço amarelo foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio. 

É importante que as pessoas que estejam passando por um momento de crise busquem ajuda. O ideal é um acompanhamento psicológico, além do apoio da família e dos amigos. Para isso, é essencial que as pessoas consigam falar sobre o que sentem. 

Não desista de você, você é importante. Peça ajuda, ligue 188 e diga o que está sentindo; sua dor vai passar. Lembre-se de que existe um Deus, o Criador, que te trouxe a este mundo com um propósito. Ele te ama, se importa com você e nunca te abandonará em nenhuma circunstância da sua vida. Deus disse: "Ainda que sua mãe que te gerou se esquecesse de você, caso isso seja possível, eu, o Senhor, teu Deus, jamais te abandonarei." 

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Karina Cardoso

Karina Cardoso

Psicóloga clínica formada desde 2001, com ampla experiência em saúde mental, Psicopedagogia e Recursos Humanos. Atuo com crianças, adolescentes e adultos em atendimentos psicológicos online e presencial, com escuta ativa, acolhimento e abordagem ética, focada em resultados reais. Atendo demandas emocionais diversas — desde questões relacionadas à ansiedade, autoestima e conflitos interpessoais, até quadros mais complexos envolvendo transtornos mentais, neurodivergências e sofrimento psíquico. Tenho vivência com crianças com autismo, TDAH e outros transtornos do desenvolvimento, oferecendo suporte não apenas à criança, mas também à família, por meio de um olhar psicopedagógico e clínico integrado. Minha experiência em RH (Recrutamento & Seleção, Treinamento, Gestão de Negócios) me proporciona uma escuta diferenciada também para adultos com estresse ocupacional, burnout e conflitos no ambiente de trabalho. Público que atendo: Crianças e adolescentes com ou sem diagnóstico Adultos em sofrimento emocional ou em busca de autoconhecimento Famílias que precisam de orientação psicológica e psicopedagógica Profissionais em crise, burnout ou transição de carreira Diferenciais da minha atuação: Mais de 20 anos de experiência clínica e institucional Visão integrada: Psicologia Clínica + Psicopedagogia + RH Atendimento online e presencial, com ética, escuta empática e compromisso com a transformação
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