Quem Não Tem Rival, Caça Um Clássico

As vantagens de escrever uma crônica esportiva saudosista é poder se emocionar novamente.
E claro, lembrar de tudo como se fosse nesse momento, com o mesmo cheiro de gramado e o gostinho de uma rixa.
Onde havia um tempo em que o futebol tinha uma maneira bem diferente de trazer o público para os campos e para os estádios, com animo e disposição e muita garra.
Não era somente suar a camisa, nem se mostrar diante da torcida apaixonada.
Os lances em disputa, as faltas bem cobradas, os dribles tão importantes.
E os gols tão desejados também, a alegria vibrante na comemoração da conquista mas havia um tempero melhor…A rivalidade!
Começava na escolha do adversário, mas não qualquer um.
Cabia sempre àqueles mais marrentos, os mais vaidosos, aqueles que não levavam desaforo para casa, aqueles que “um bom dia” era ofensa!
Sem rede social, sem as mídias de hoje, sem assessor de imprensa para colocar panos quentes.
Começava tudo domingo no meio do campo e se prolongava até o próximo encontro das equipes.
Eram provocações na televisão ou nos jornais de papel que tornavam os rivais, capa diária, colocando mais lenha na fogueira
Era uma espécie de teatro.
Muito bem ensaiado e alimentado pelas vaidades.
Alguns dos personagens que mais se destacavam nessa trama toda eram o Edmundo, o Romário, Renato Gaúcho, Vampeta, Viola, Paulo Nunes, Danrlei, Túlio Maravilha, Zinho, Valdivia, Rogério Ceni, Diego Ribas, Robinho…
Isso não quer dizer que eram inimigos, talvez fossem amigos, ou adversários com respeito, mas eles sabiam com habilidade trazer público, e tornar o clássico mais divertido, disputado.
Onde as apostas entre eles quase sempre envolviam cestas básicas para instituições filantrópicas.
E aqui cabe um segredo, a rivalidade provocava o adversário e exigia deles a obrigação de se dedicarem mais ao êxito da partida, por que todos os olhares estavam sobre eles.
Hoje as coisas são vistas de outra forma, a provocação vira processo, escândalo, suspensão e discussão interminável.
E aqui cabe a minha observação sobre a provocação de Neymar aos torcedores do Atlético Mineiro.
Onde ele agiu de forma diferente dos “provocadores do passado”?
E durante essa semana, festejamos o dia do árbitro de futebol e que profissional contestado!
Se acertam, ninguém lembra, cai no automático, “não fizeram mais que o esperado”
Se erram serão lembrados por anos sem piedade.
Mas por erros que não lhe podem ser atribuídos.
E vamos as homenagens à Armando Marques, Dulcidio Wanderley Boschilia, José de Assis Aragão, Oscar Scolfaro, Arnaldo César Coelho, Romualdo Arpi Filho, José Roberto Wright, Márcio Rezende de Freitas, Carlos Eugênio Simon, Márcio Campos Salles, João Massonetto, Raphael Claus, Wilton Pereira Sampaio, Ramon Abatti Abel, Anderson Daronco, Edina Alves Batista, Matheus Candaçan e tantos outros, excelentes profissionais que se dedicaram muito no passado e deixaram exemplos valiosos para os novos.
Quero aqui compartilhar com vocês a fibra de nossas equipes na disputa de Taças Internacionais…SulAmericana e a Libertadores da América.
Muitas equipes estão em dificuldade no Brasileiro, mas com presença confirmada e garantida nas finais Internacionais.
Será que é por causa do Mata Mata?
Por vezes sim, por que o Corinthians tem sérios problemas em campo e fora dele.
Salários atrasados, equipe desfalcada, recorrendo à base para suprir ausências, instabilidade administrativa, atuais presidentes sem experiência para solucionar problemas financeiros, esse é o quadro de muitas equipes brasileiras, da série A e série B.
Obrigada queridos leitores
Até a próxima

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