Uma das pessoas que mais soube a importância da mídia na sociedade e as suas consequências foi o incrível Silvio Santos, que não possuía esse nome, mas Senor, se transformou em Senhor Silvio Santos.

Uma de suas visões era o poder e a paixão do Futebol e como esse esporte mexe, desestabiliza, comove e produz efeito nos torcedores e na população.
Se ele, Silvio Santos realmente era Corinthiano e confessava ao “Doutor, eu não me engano, meu coração é Corinthiano”, a realidade era que investiu em patrocínios e usou seus recursos de comunicação para alavancar o time e a torcida que perdura até hoje.
Em um dos seus programas perguntava ao público, “Quem Quer Dinheiro?”. E assim todo mundo, queria… Mas para ter mais, precisavam brincar em alguns desafios.
Penso, que hoje o nosso futebol arte, não existe mais, o tempo e a agilidade da comunicação transformaram o esporte futebol, um comércio, rápido, oneroso, com muitas regras, inclusive milimetricas, e com um tempo difícil de suportar que o grito preso na garganta! Antes o gol era gol e depois que as equipes e o juiz que se degladiassem, hoje o gol é questionado, a falta é questionada se abriu os braços, se usou o corpo, e depois de um VAR demorado e também questionado se pode gritar, perdendo um pouco do muito da paixão.
Os atletas querem brilhar, mas são apenas funcionários dos clubes. Esses mesmos Clubes que por algumas raras exceções são todos falidos, com os “anéis no prego” ou com seus nomes nas páginas policiais. Alguns até se tornaram SAF, mas também não se deram bem.


O atleta Gerson, do Flamengo está descontente, mas quem atualmente não esta descontente? E talvez por razões mais compreensíveis e cruéis que a ida para a Rússia, e nunca mais aparecer na televisão.
Interessante pensar assim, por que o desespero e ansiedade que um jovem garoto sofre para conseguir um espaço em um grande clube, os tantos sacrifícios de jogar com chuteira paga em 24 prestações, pedir dinheiro emprestado para o ônibus, as noites mal dormidas depois peneira, a comida que falta na mesa e quando por fim consegue, vira as costas e sai magoado? Não consigo entender!
O Mundial não é para todo mundo somente para poucos eleitos, somente aqueles de álbum de figurinhas, das camisas mais disputadas nas barracas da 25 de março.
Mas também movido à dinheiro e não qualquer dinheiro, o cifrão é estrangeiro e uma pequena fortuna, e para conquista toda a estrutura dos clubes se mobilizaram, para além fronteiras. Engraçado não ouvi ninguém que está lá, reclamar de desgaste!


A taça do Mundial é linda, a propaganda pelo mundo todo chama a atenção, mas o povo está cansado de tantos torneios mirabolantes de ingressos de valor faraônico, de atletas exaustos, de um tal de controle de carga, de compras e compras de um jogador, ou de muitos que nem esquentam o suficiente para se poder pronunciar o nome corretamente.
O Neymar fica ou não fica? Depende de dinheiro. Mas se aparecer um clube com bom saldo, ele se vai e ficamos todos nós aqui a ver navios.
Deu muita saudade do velho futebol brasileiro, no jogo da atual Seleção Brasileira. Lembrei de tanta gente boa que suava a camisa com amor e dedicação. Imbatível eram Sócrates, Rivelino, Ronaldo e Ronaldinho, Piazza, Branco, Romário, Rivaldo, Kaka, Zinho, Zizinho, Zagallo, Pelé, Garrincha, Júnior, Falcão, Oscar Bernardi, Félix, Manga, Waldir Peres, Rai, Amoroso, tantos e tantos que vestiam a camisa amarelinha como um “manto sagrado”, repletos de brio e coragem, lutavam a boa contenda e mostravam as suas habilidades únicas e incomparaveis.


Bons tempos que se podia pagar ingresso e ver um bom espetáculo com jogadores de futebol e não tanto aparato para chegar perto, sem tanta tecnologia, sem tanto melindre, sem tantas palavras ditas e logo depois sem mais razão, desmentidas.
Queridos Leitores
Até a semana que vem….
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