Regina Pitoscia: Pandemia: há luz no fim desse túnel

Regina Pitoscia: Pandemia: há luz no fim desse túnel

O momento atual, de reclusão, de privações e sacrifícios, deve ser também aproveitado para uma série de iniciativas positivas de maior conhecimento pessoal, da própria vida, do orçamento, do fluxo de despesas, da real dinâmica de sua casa. Essa é a orientação do professor Marco Antônio Cordeiro, coordenador do curso de Ciências Contábeis das Faculdades Anhanguera, para quem não só luz no fim do túnel, como traz oportunidade para novas experiências e descobertas.

Ele faz um paralelo de alguém que costuma andar de bicicleta como algo automático, mas sem reparar nos movimentos que precisa fazer, com os braços, as pernas, sem olhar se os pneus estão em boas condições, o freio e outros componentes. “É hora de olhar tudo isso”, conclui ele.

Em relação às questões financeiras, mesmo para quem já faz o acompanhamento de suas contas, o novo estilo de vida poderá levar a descobertas em relação a gastos com transportes, alimentação fora de casa, por exemplo. Se a tendência é economizar com esses itens, deve haver uma sobra de dinheiro que poderá ser empregado em outras despesas ou economizada. Isso também leva a uma reflexão de hábitos que podem ser abandonados no pós-pandemia.

Uma questão fundamental é observar a queda de renda, seja em consequência de demissão, seja pela redução salarial por negociação com o patrão. Para quem foi demitido, o professor orienta a usar parte da rescisão para desenvolver alguma atividade, que esteja em alta em decorrência do novo cenário.

Algo como fazer entregas, já que as pessoas não estão podendo sair de casa, ou começar a produzir alimentação, uma vez que os restaurantes estão fechados, tornar-se uma cuidadora de idosos, ou de crianças, auxiliar a organizar armários, papelada. O importante é ter disposição, não ter vergonha ou restrições em desenvolver outras atividades com as quais não tinha familiaridade. O objetivo é fazer a travessia de alguns meses, sem desespero.

Outra parte da rescisão deve ser minuciosamente administrada para durar mais tempo. O mesmo tipo de orientação pode ser seguido para quem teve um corte nos rendimentos e está em busca de uma complementação. Já o empreendedor individual precisa se antecipar às dificuldades para pagar seus compromissos e procurar os credores para uma renegociação, parcelamento ou adiamento do acerto.

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Regina Pitoscia

Regina Pitoscia

Atualmente, é blogueira no Portal do Estadão com a coluna “Cuide das finanças pessoais” e editora da coluna semanal “Seu Dinheiro” da Agência Estado. Atuou como editora dos Cadernos de Finanças Pessoais: “Seu Dinheiro” no Jornal da Tarde, “Suas Contas” e “Fundos & Cia” no Estadão. Foi comentarista de Economia nas Rádio e Tevê Record, Rádio Eldorado, Rádio e Tevê Bandeirantes e Rádio Jovem Pan. Foi colaboradora das revistas Exame, Cláudia e Nova. Formada em jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes da USP, cursou Extensão Universitária em Economia na Fundação Getúlio Vargas (FGV) São Paulo e na Faculdade de Economia e Administração da USP, Extensão Universitária em Mercado de Capitais e Finanças Pessoais no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), e Máster em Varejo pela FIA-USP. Recebeu Prêmio Esso de Jornalismo/Economia, de 1989, com reportagem “Seu Fundo de Garantia pelo Ralo”
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