Você já parou para pensar que, muito antes do check-in online, da cama king size e da jacuzzi com vista, a hospedagem era feita em tavernas escuras, com chão de terra batida, cheiro de vinho derramado e canecas de madeira? Pois é! A história da hotelaria começou lá na Alta Idade Média, por volta do século V, em pleno início do feudalismo.
Naquela época, a Igreja Católica era quem controlava as hospedagens, voltadas principalmente para peregrinos e viajantes. Os primeiros estabelecimentos eram chamados de estalagens, e ofereciam o básico: abrigo e comida quente — mas não espere muito conforto (nem privacidade!).
Com o passar dos séculos e o crescimento das cidades, a hotelaria evoluiu. Na Idade Moderna, começaram a surgir as primeiras pousadas comerciais, e no final do século XIX, os hotéis de luxo começaram a se destacar na Europa. Dois ícones dessa nova era? O Savoy Hotel, em Londres (1889), e o Hôtel Ritz, em Paris (1898). Na época, luxo significava ter banheiro privativo, telefone no quarto e… eletricidade! Um verdadeiro upgrade para quem vinha do século das velas e dos baldes d’água.

No Brasil, os primeiros registros de hospedagem surgem no período colonial, com as chamadas “casas de pasto” ou “rancheiras” nas estradas, voltadas a tropeiros e viajantes. Mas foi no século XX, com a urbanização e o crescimento das grandes cidades, que os hotéis se consolidaram. O Copacabana Palace, inaugurado em 1923 no Rio de Janeiro, foi um divisor de águas e marcou o início da hotelaria de luxo no país — com glamour, cassinos e hóspedes ilustres.
Hoje, felizmente, vivemos numa era em que o hotel vai muito além de um lugar para dormir. Ele é parte essencial do roteiro de viagem: oferece conforto, conceito, design e, claro, experiências memoráveis. Desde uma massagem no spa com vista para o mar até um jantar estrelado dentro do próprio hotel. E cá entre nós: viajar é maravilhoso, mas ter um bom banheiro privativo é uma bênção (sim, mesmo em Nova York!).
A hotelaria mudou — e que bom! A gente também. E cada hospedagem que escolhemos hoje carrega um pouco dessa história. Seja num hotel boutique, num resort cinco estrelas ou num casarão histórico transformado em pousada, o que importa mesmo é como esse lugar nos faz sentir.
Então um beijo e até o próximo Check-in da Lau.
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