O Brasil passou a ter oficialmente o Dia Nacional do Orgulho Autista, celebrado em 18 de junho, criado através da Lei nº 15.365/2026.
O movimento do Orgulho Autista surgiu internacionalmente a partir da defesa da neurodiversidade, propondo uma mudança de olhar: o autismo não deve ser visto apenas pelas dificuldades ou limitações, mas também como uma forma legítima de existir, perceber o mundo e se relacionar com ele.
Por isso, o dia 18 de junho não vem para negar os desafios enfrentados pelas pessoas com TEA e suas famílias. Na realidade a data reforça que as pessoas com autismo têm identidade, direitos, talentos, necessidades de suporte e devem ser respeitadas em sua individualidade
É importante explicar que essa data não substitui o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril. As duas datas podem caminhar juntas.
O dia 2 de abril tem um papel importante na divulgação de informações sobre o TEA. Já o dia 18 de junho traz uma reflexão diferente: a pessoa com autismo não deve ser vista apenas pelas suas dificuldades, mas também por sua identidade, seus talentos, sua forma de perceber o mundo e seu direito de existir com dignidade.
Falar em orgulho autista não significa ignorar os desafios enfrentados pelas pessoas com TEA e suas famílias.
Não significa esquecer a luta por terapias, escola inclusiva, acompanhante especializado, medicações, BPC, vagas especiais, atendimento adequado nos planos de saúde e respeito nos espaços públicos.
Também não significa negar que muitas famílias vivem uma rotina exaustiva, cheia de burocracia, negativas, preconceito e falta de apoio.
Orgulho, aqui, significa respeito.
Significa reconhecer que a pessoa com autismo não precisa ser escondida, corrigida ou envergonhada pela sua forma de existir.
Significa compreender que as diferenças neurológicas fazem parte da diversidade humana e que a sociedade precisa se adaptar para acolher essas diferenças.
Na prática, a criação dessa data não gera automaticamente novos benefícios ou direitos individuais. Ela também não cria feriado.
Mas ela tem importância simbólica e social, porque permite que escolas, órgãos públicos, empresas, instituições e a sociedade civil promovam ações de informação, inclusão e valorização das pessoas com autismo.
E isso é necessário.
Ainda vemos muitas pessoas com autismo sendo excluídas de festas, escolas, atividades esportivas, atendimentos médicos, ambientes de trabalho e espaços de convivência simplesmente porque a sociedade não sabe lidar com suas necessidades.
Por isso, o Dia Nacional do Orgulho Autista deve ser uma oportunidade para falar sobre direitos, acessibilidade, respeito e pertencimento.
Como mãe, sei que, muitas vezes, estamos apenas tentando resolver a próxima urgência.
Mas também sei que cada avanço importa.
Cada direito conquistado importa.
Cada espaço ocupado importa.
Que essa data sirva para lembrar que inclusão não é favor. É direito. E que nenhuma pessoa com autismo deve ser tratada como problema por precisar de suporte, adaptação ou compreensão.
Todas as pessoas com autismo devem ter seus direitos respeitados e seus talentos reconhecidos.
Lembre-se de que aqui é um lugar para você se sentir acolhida. Me escreva sobre suas dúvidas ou compartilhe algum desafio se desejar. Será uma honra conhecer você melhor!
Um beijo e até o próximo sábado.
Juçara Baleki
Veja meu Instagram para mais informações: @querotratamento
Fontes:
https://www2.camara.leg.br/legin/fed/lei/2026/lei-15365-30-marco-2026-798890-norma-pl.html
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