Quando as mudanças batem à nossa porta

Créditos: Nano Banana

Quero falar sobre mudanças.

Eu me lembro de um livrinho antigo que dizia: “Quem mexeu no meu queijo?”. Era utilizado nas organizações e explicava os desafios das mudanças.

Talvez você esteja passando por uma mudança. Mudança de trabalho. Mudança de casa. Mudança de vida. Alguns estão se tornando independentes dos pais e indo morar sozinhos. Outros estão se casando e tendo que aprender a fazer a gestão do dinheiro, do tempo e de como viver agora como casal. Outros, com muita dor, estão se separando e tendo que lidar com filhos, divórcio e tantas outras mudanças.

Toda e qualquer mudança requer muita paciência, perseverança e, sobretudo, comunicação.

Ontem, Johnna e eu, fomos a um agradável restaurante libanês. Uma garota que nos atendeu, e que nos disse ser turca, nos perguntou sobre nossas mudanças e sobre a nossa vida como casal, indo de um lugar para outro.

Acabamos de chegar em Chicago. As crianças estão indo na escola pela primeira vez nos Estados Unidos. Ainda temos malas e móveis em Lyon, nosso carro na França está com uma amiga em Bordeaux, enquanto nós vivemos um ano intenso de viagens e palestras, seminários e conversas com grupos de pessoas sobre os nossos projetos desenvolvidos na Europa.

Somos muito gratos pela generosidade de amigos queridos que nos dão a possibilidade de usar suas casas enquanto nos deslocamos pelo país, além de carros emprestados enquanto fazemos a gestão entre a agenda e o dia a dia com as nossas crianças.

Pois bem, saber viver um dia de cada vez e estar presente foi um dos pontos sobre os quais conversamos com essa garota. Não há como viver no passado, nem projetar o futuro, embora possamos pensar nele.

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Outro ponto sobre o qual falávamos, sobretudo como casal, tem a ver com a comunicação: ela precisa ser sempre clara, com respeito e honesta entre o casal e também com os filhos. É preciso saber ouvir e não centralizar as decisões somente em nós, adultos, diminuindo a opinião das crianças.

Esta semana conversamos muito com a nossa filhinha Julia porque deixamos o gatinho Kiki para trás, e ela sente muitas saudades. Era impossível trazê-lo conosco, então deixamos o Kiki com uma família linda que está cuidando dele.

Escrevemos uma carta, assinamos, e não vemos a hora de receber a mensagem de que a carta chegou e que o nosso amigo leu a carta para o Kiki.

Mudanças são inevitáveis.

Algumas delas acontecem e não fazemos escolhas. Outras são fruto das nossas escolhas.

De todas as maneiras, estar ao redor de amigos que nos querem bem e buscar uma comunidade onde podemos estar juntos — seja uma igreja, amigos de infância ou vizinhos que se conhecem há muitos anos — são coisas que ajudam um casal a enfrentar as dificuldades com os filhos.

São essas pessoas que estão presentes quando precisamos de um abraço pela perda de alguém próximo ou pela decepção com um trabalho que não deu certo.

Tendo isso em mente, as mudanças nos fazem crescer. Elas nos empurram para experiências espirituais com Deus, nos lançam para o colo da gratidão e podem nos catapultar para uma jornada inimaginável.

Por isso, quando as mudanças baterem à sua porta, sejam elas imprevisíveis ou planejadas, espero que você tenha gente com quem contar, apoio sincero e honesto, generosidade e amizade presente que possam ajudá-lo a passar para o outro lado.

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Fábio

Chicago

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